Perfil da Professora Dra. Olívia Morais de Medeiros Neta: narrativa biográfica

22/05/2021

Por: Dra. Ilane Ferreira Cavalcante (IFRN) & Dra. Francinaide de Lima Silva Nascimento (IFRN)
Foto: Dra. Olívia Morais de Medeiros Neta (PPGEP/IFRN)

 

 

Perfil da Professora Dra. Olívia Morais de Medeiros Neta: do campo da História à práxis docente no PPGEP/IFRN

 

     Perfil jornalístico sobre a Professora Olivia Morais de Medeiros Neta, Doutora em Ciências da Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e docente permanente do PPGEP no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), em Natal/RN. Esta produção de jornalismo literário compreende uma atividade de autoria coletiva realizada por Ilane Ferreira Cavalcante, Francinaide de Lima Silva Nascimento, Idinária Faustino e Kamila Karla Rocha Beserra, pesquisadoras vinculadas ao Programa de Pós-Graduação Acadêmica em Educação Profissional (PPGEP) do IFRN.  O perfil da professora Olivia Morais realça a sua história e a atuação no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional (PPGEP).

     A professora Olivia Morais de Medeiros Neta tem graduação em história licenciatura e bacharelado, cursados no centro de ensino superior do Seridó, campus Caicó da UFRN. Tem mestrado em História com área de concentração História e espaço e doutorado na área de Educação com pesquisas no campo da história da educação. Sua relação com a educação, portanto, está atrelada a essa formação. Quando licencianda em História, teve a oportunidade de exercer estágio com turmas de educação de jovens e adultos num projeto chamado Brasil Alfabetizado e, a partir daí, foi se aproximando da educação pela prática. A pesquisa veio com a monografia de graduação em história, em que escreveu sobre o currículo do curso de história do CERES, no contexto da ditadura militar. Já seu encontro com a educação profissional se dá em 2010 quando ingressa no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), como professora de história no campus Pau dos Ferros. Foi professora dessa instituição de 2010 até março de 2015, quando passou em concurso para a docência na UFRN.

     Ela afirma que o encontro com a modalidade educação profissional na condição de professora de história foi um envolvimento extremo, participando de ensino, das ações de extensão e de pesquisa, do envolvimento das comunidades com o instituto, percebendo a valorização do instituto pelas pessoas que cursavam o ensino médio integrado e o PROEJA.

      Para ela, o IFRN tem uma dinâmica de capacitação continuada, que são as reuniões pedagógicas com temas a serem discutidos, muitas vezes temas que dizem respeito à legislação, outras vezes, temas que dizem respeito à dinâmica interna da instituição. Além disso, outros espaços também contribuem para essa formação, como as comissões e a participação nos conselhos.

     No IFRN, enquanto professora efetiva com dedicação exclusiva, atuou como professora do ensino médio integrado na modalidade “regular” e na modalidade EJA, nos cursos de especialização, nas graduações e nos cursos de tecnólogos graduação e atua como professora do Programa de Pós-graduação em Educação Profissional desde o início até hoje, mesmo após a entrada na UFRN. Ela ressalta que o trânsito do professor dentro do Instituto Federal, entre os níveis e modalidades, é um trânsito formativo, o trânsito entre as diversas instâncias também, as instâncias administrativas, as instâncias de pesquisa e extensão.

      Para a professora, o PPGEP para o IFRN representou um momento de viragem, uma instituição centenária que tinha se transformado em instituto federal em 2008, que projetava a criação de um programa de pós-graduação em nível de mestrado desde 2007, 2008, mas instalado oficialmente em 2013 com o primeiro edital e a primeira turma. O PPGEP representa a consolidação de um sonho de uma instituição centenária que tinha como foco a formação profissional, e que passa a contribuir, a investir na produção acadêmica no âmbito de um mestrado acadêmico. Muitos até pensavam que estava descolado, que não era adequado, que a missão da instituição não era essa, mas a de simplesmente formar professores para o trabalho. Assim, o PPGEP representou para instituição uma visibilidade e, ao mesmo tempo, uma distinção entre outros institutos, por ser o primeiro a ter um mestrado acadêmico na área de educação.

      Nesse sentido, a função do PPGEP é possibilitar uma ampliação do entendimento de Educação Profissional na medida em que compreende que a Educação Profissional é um campo de investigação, não somente uma modalidade.

     A professora lembra, ainda, que o PPGEP difunde o conhecimento a partir de dois veículos: a Revista Brasileira de Educação Profissional e Tecnológica (RBEPT) e o Colóquio Nacional a Produção do Conhecimento, então isso vem dando notoriedade ao programa, dando espaço para os egressos atuarem dentro da rede federal dos institutos e para a difusão da educação profissional para além da ideia da modalidade.

 

Nota: O perfil publicado no Portal de Jornalismo Potiguar Notícias (https://www.potiguarnoticias.com.br/) integra o repertório de publicações que têm origem em experiências de pesquisas desenvolvidas a partir da orientação das Professoras Dra. Ilane Ferreira Cavalcante e Dra. Francinaide de Lima Silva Nascimento, docentes que compartilham a disciplina Formação Docente para a Educação Profissional no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional (PPGEP/IFRN), desde 2017. A disciplina pensa a formação do professor pesquisador a partir de atividade prática de pesquisa. Para a produção do gênero perfil, a pesquisa desenvolvida pelos acadêmicos do PPGEP teve como alvo a formação e atuação dos professores do próprio programa no IFRN. As biografias de curta duração foram desenvolvidas de forma colaborativa entre os estudantes e as professoras. Cada grupo de orientandos foi responsável por seguir um roteiro previamente elaborado e por dialogar com os docentes do PPGEP/IFRN. Dos diálogos narrativos e descritivos, os estudantes elaboraram artigos acadêmicos, bem como, desenvolveram produções textuais de impacto social que hoje se publica parcialmente em formato de perfil jornalístico.

 

 

 

Fonte: Dra. Olívia Morais de Medeiros Neta (PPGEP/IFRN)