Desafios e Perspectivas de Educação Profissional no Serviço Público

14/06/2021

Por: Andrezza Tavares (PPGEP/IFRN) & Anderson Quirino (PPGEP/IFRN)
Foto: Anderson Quirino Oliveira de Lima

 

         A eficiência é um dos importantes princípios da Administração Pública registrados na Constituição Federal de 1988. Está ao lado de outros importantes princípios, tais como o da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Atualmente, é primaz refletir sobre como o estado pode cumprir estes princípios, em especial o da eficiência, na execução de suas políticas públicas e, para tanto, como pode ser cobrado dos servidores públicos um trabalho eficiente, que resulte na eficácia dos serviços públicos.

          Tal princípio ganha ainda mais evidência num momento em que o processo de reestruturação da economia global tem induzido o Estado a incorporar novas dinâmicas de aperfeiçoamento de servidores. Estamos, portanto, em um período que a aquisição de novos conhecimentos e práticas para aplicação na rotina funcional tem se tornado cada vez mais fundamental.

      A Administração Pública contemporânea está caracterizada pela inovação. Transformações sociais, tecnológicas e econômicas são evidentes e induzem os serviços públicos à adoção de novos modelos de trabalho. Portanto, para que todas estas transformações sejam possíveis e viáveis, o investimento na formação profissional dos servidores é imprescindível.

          Para o contexto das Prefeituras Municipais, o processo de profissionalização, por meio da qualificação dos servidores públicos para lidar com novas tecnologias tem sido repleto de desafios, dentre os quais, podemos citar: recursos de informática e de acesso e manuseio de sistemas limitado, somado ao reduzido quadro de servidores públicos com experiência em docência, capazes de prover qualificação profissional para outros trabalhadores da administração pública sobre suas mais diversas áreas de atuação.

          Neste sentido, afunila-se às Prefeituras Municipais a necessidade de investimentos mais vultuosos em cursos de formação externos para servidores públicos e, especialmente, a formação de quadros de servidores docentes, responsáveis pela construção de uma autonomia de formação continuada, para cada Poder Executivo Municipal conseguir desenvolver qualificação funcional de acordo com suas reais necessidades.

            As reflexões dessa notícia foram apontadas por Anderson Quirino Oliveira de Lima que é Assistente Social, mestrando em Educação Profissional (PPGEP/IFRN), professor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional / Escola Institucional do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (CEAF/MPRN) e Secretário Municipal de Administração e Finanças da Prefeitura Municipal de Macaíba/RN.


 

Fonte: Anderson Quirino Oliveira de Lima