Professora do IFRN e Jornalista do Potiguar Notícias recebe Menção Elogiosa

14/07/2021

Por: Evandro Borges
Foto: DIPEQ do IFRN

 

        A professora Andrezza Tavares é licenciada em Pedagogia, com Mestrado e Doutorado em Ciências da Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde atualmente desenvolve experiência acadêmica no Curso de Bacharelado em Jornalismo (UFRN). A docente tem pós-graduação lato sensu em Psicopedagoga Clínica e Institucional. E também é jornalista junto ao veículo de comunicação Potiguar Notícias.
      Trabalha com Ensino, Pesquisa e Extensão e participa como docente do Programa de Pós-Graduação Acadêmica em Educação Profissional (PPGEP), além de atuar como professora no Mestrado Profissional em Ensino de Física (MNPEF).
        A pesquisadora é uma das professoras que recebeu uma Menção Elogiosa, deferência prestada ao grupo de docentes que mais se destacaram na área de Pesquisa e Inovação, tanto no que se refere à produtividade quanto à qualidade de seus trabalhos.
     A homenagem foi uma iniciativa da Diretoria de Pesquisa e Inovação, a partir do trabalho de mapeamento diagnóstico realizado pela DIPEQ, como forma de reconhecer e aplaudir o trabalho dos pesquisadores dos grupos de pesquisa do Campus Natal-Central (CNAT).
         Confira na íntegra a entrevista com a docente e conheça um pouco mais sobre quem é a professora Andrezza Tavares, integrante do quadro docente do CNAT, jornalista do Potiguar Notícias, exemplo de pesquisadora que inspira e orgulha toda a comunidade acadêmica do Campus.

Em que Grupo e Linha de Pesquisa você atua?
Atualmente, sou membro de dois Grupos de Pesquisa, devidamente credenciados ao CNPQ, a saber: 1) "Escola Contemporânea e Olhar Sociológico (ECOS)", na UFRN, e 2) “Observatório da Diversidade (ObDiversidade), no IFRN. Nos dois grupos, frequento as linhas de pesquisas relacionadas à temática da “formação de professores e práxis em educação”.

Há quantos anos você trabalha como pesquisadora? Quais seus trabalhos mais recentes desenvolvidos? Quais considera os mais relevantes?
Trabalho como pesquisadora desde quando cursei a minha primeira graduação na UFRN, que ocorreu nos anos 2000. Nessa época, atuava como bolsista de iniciação científica no curso de Pedagogia da UFRN, supervisionada pelo prof. Dr. Antônio Cabral Neto. Os trabalhos de pesquisa mais recentes são dezenas de publicações em periódicos bem qualificados pela CAPES, organizações e publicações de capítulo de livros, participações e publicações em eventos internacionais, publicação em portal de jornalismo, orientações de pesquisas em mestrado e de doutorado. A publicação atual que julgo como mais relevante é a do livro autoral intitulado “Paulo Freire & Educação: notas sobre ideias, contextos e atividades libertadoras”, obra de circulação nacional, publicada pela editora Brazil Publishing, em novembro de 2020, que cumpre o objetivo de se unir aos milhares de eventos destinados à celebração do centenário da memória do patrono da educação brasileira: Paulo Freire.

Você trabalha com que tipo de pesquisa? Como é seu método de trabalho? Quem faz parte de sua equipe direta? Há bolsistas ou você trabalha sozinha? Utiliza laboratórios?
Eu trabalho com pesquisas de abordagem qualitativa em ciências humanas e sociais. São diversos os tipos de investigação com os quais eu me identifico e que desenvolvo, quais sejam: etnografia crítica em educação; narrativa autobiográfica; sociobiografia; pesquisa formação; representação social e pesquisa sócio-histórica. O método que priorizo em minhas investigações é o dialético. Minha equipe de pesquisa é composta por professores-pesquisadores de ensino superior, estudantes de licenciatura em situação de final de curso, bolsistas do Programa de Residência Pedagógica da CAPES e acadêmicos de Mestrado, de Doutorado e de Pós-Doutorado no IFRN e em outras instituições por meio de coorientações.
Nesses anos de pesquisa, quais os diferenciais do seu trabalho enquanto pesquisadora?

O diferencial de meu trabalho é a produção de conhecimento para o campo epistêmico da educação profissional, destacadamente no que concerne aos debates sobre a formação de professores e a compreensão dos processos cognitivos nos seres humanos.

Como foi para você o reconhecimento e o recebimento dessa menção que o CNAT fez aos professores que mais se destacaram enquanto pesquisadores?
Essa homenagem foi uma grata surpresa com a qual a coordenação de pesquisa do IFRN CNAT presenteou os professores pesquisadores com alta performance no citado Campus. Agradeço imensamente pela iniciativa dos gestores que conceberam a atividade de menção elogiosa. Oriento que esse evento se constitua em uma agenda anual e que seja permanente, pois, certamente, muitos colegas professores do IFRN se sentirão motivados para ocuparem os próximos pódios. Comunico que o recebimento desta premiação tem valor incalculável, principalmente porque as mulheres professoras-pesquisadoras possuem infinitas outras atividades em sua jornada. Ocupar este pódio tem sabor muito especial para a professora Andrezza Tavares, pois a sua presença representa a resistência e superação de TODAS AQUELAS que não ocupam os centros de poder na sociedade tradicionalmente marcada pelo autoritarismo do patriarcado. Mulher professora e pesquisadora, esse é o meu lugar de fala!!! Obrigada gestores do IFRN CNAT 2021 por esse momento potente!!!

Na sua opinião, o que você faz de alguém um grande pesquisador?
Penso que ser grande naquilo que se faz é uma consequência que está relacionada à carga afetiva com a atividade/labor. Atuar como professora pesquisadora significa, sem dúvida, ocupar o meu lugar no cosmo... Significa ativar o meu estado holístico, humanizador, emancipador e feliz.

Fonte: DIPEQ do IFRN