Irandi Pinto lança cordel sobre a jornada de Pinto Júnior

18/07/2021

Por: Andrezza Tavares
Foto: Andrezza Tavares

 

 

Irandi Pinto, presidente do veículo de comunicação potiguar notícias, recebeu nesta manhã de domingo (18/07) familiares, inclusive com a presença da mãe que se deslocou da região do Curimataú Paraibano para Parnamirim/RN, amigos, personalidades, profissionais do jornalismo e autoridades na missa de 30 dias de travessia para a vida eterna do Jornalista Pinto Júnior. A missa foi celebrada pelo Padre Murilo Paiva, também colunista do Potiguar notícias, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, em Parnamirim/RN, e foi prestigiada por milhares de pessoas que acompanharam a transmissão via plataformas digitais, dentre elas, a PNTV Play (https://youtu.be/Qj52CEaFDvY) no Portal de Jornalismo www.potiguarnoticias.com.br.

Na programação da missa, a memória de Pinto júnior foi reverenciada de modo criativo e regional por meio do lançamento do cordel de autoria do poeta Marciano Medeiros, membro da academia norte-rio-grandense de literatura de cordel, que em versos destacou a sua vivência de jornalismo responsável, cidadão e ético praticados ao longo dos intensos 23 anos em que fundou e presidiu o Potiguar Notícias.

A presidente Irandi Pinto destacou “estou imensamente agradecida pela intensidade do ato religioso, muito bem celebrado pelo Padre Murilo Paiva, e pela significativa audiência do encontro religioso que colaborou para a difusão da história e da memória do eterno patrono do Potiguar Notícias”.

Segue na íntegra o cordel lançado hoje “A vida de Pinto Júnior nas Pautas do Jornalismo”, de autoria do poeta Marciano Medeiros, diagramado por Chico de Laiá e produzido graficamente pela Editora Bisel.

 

                            Marciano Medeiros     

A VIDA DE PINTO JÚNIOR NAS PAUTAS DO JORNALISMO

 

O Brasil nota um desfile

De mortes todos os dias,

O choro pinga veloz

Distante das liturgias.

Por causa das omissões

As covas viram leões,

Devorando as alegrias.  

 

Nesse contexto eu relembro

De um amigo persistente,

Que sustentou muito tempo

Um jornal independente.

Nasceu no solo baiano, 

Mas cresceu paraibano

De coração e de mente.

 

José Alves Pinto Júnior

Plantou num jornal ideias, 

Chegando a Parnamirim

Alcançou novas plateias.

Inda lembro a novidade

Quando aportou na cidade

Pra registrar epopeias.

 

O conheci educado

Mostrando tato e leveza,

A primeira redação,

Revejo tendo clareza.

A lembrança vem de cargas,  

Da rua Getúlio Vargas,

Seu começo com certeza.

 

Depois seguiu se mudando

Com rastros de simpatia,

Guardava a flor da amizade

No jarro da galhardia.

Era amigo diferente

Gostava demais de gente,

Digo sem demagogia.

 

Fez um registro bonito

Do Trampolim da Vitória,

Agiu de modo correto

Numa linda trajetória.

Na pátria tupiniquim

Deu voz a Parnamirim,

Farol de luta e de glória.

 

Sempre vi no seu jornal

Um celeiro de amizades,

As lembranças me sufocam

Revendo as atividades,

Onde em tardes calorosas

As equipes valorosas, 

Publicavam novidades.

 

Vejo um filme do passado

Na tela do pensamento,

Quando publiquei meu livro

Ele deu acolhimento.

Foi fazer a cobertura

E o quadro se transfigura,

Na tinta do pensamento.

 

Na bela Parnamirim

Que foi-lhe a terra adotiva,

A marca de Pinto Júnior

Fica eternamente viva.

Batalhava todo dia

Tendo a tecnologia,

Numa marcha produtiva.

 

Por ser muito destemido

Mudou pra televisão,

Lembrar das suas palavras

Afeta o meu coração.

Fez diversas entrevistas,

Deu espaço aos cordelistas,

Dando brilho a profissão.

 

Criou diversos troféus

Mantendo a boa vontade,

Comportamento inclusivo,

Mostrou na nova cidade.

Eram festas sempre lindas,  

Onde alegrias infindas,

Vinham com suavidade.

 

Demonstrava um olhar vivo

Calibrado na leitura,

A voz bastante suave

Nunca mudava em altura.

No semblante enigmático

Tinha um riso carismático,

Sem perder a compostura.

 

Caminhou sem desistência

No mundo da informação,

Alcançou muitas cidades

Famosas na região.

Pra fazer esse trabalho

Colocou Cefas Carvalho,

Comandando a redação.

 

Fez concursos literários

Tendo o seu jornal por sede,

Quem pesquisar pode ver

Que essa informação procede.

Num deslumbrante percurso,

Deu o nome do concurso,

Da grande Zila Mamede.

 

Nunca manchou com política

As lutas do jornalismo,

Passou por muitos prefeitos,  

Mas sem ter radicalismo.

Criticou de forma séria,

Botando em cada matéria

Os dramas do realismo.

 

Sempre me telefonava

De forma alegre e cortês,

Pra me conceder espaço

Chamou-me mais de uma vez.

Depois de me entrevistar,  

Eu findava a declamar,

Meus versos sem rigidez.

 

Desde o tempo de Agnelo,  

Pinto avançou no trajeto,

Sem abandonar jamais, 

As trilhas do seu projeto.

Num roteiro decisivo

Formou um grupo incisivo,

Que faz trabalho seleto.

 

Ampliou as dimensões

Leitor amigo interprete,

Deixou a notícia impressa,  

Dizer aqui me compete.

Fez web tevê local

Unificada ao portal,

Ganhou espaço na net.

 

Diplomou-se muito jovem

A luta não foi à toa,

Formou-se em Campina Grande,

Um jornalista de proa.

Deixou sublime legado

Num trabalho respeitado,

Por ter uma essência boa.

 

Teve na esposa Irandi,  

Dedicada companheira,

Que colabora, até hoje,  

Desde a fase pioneira.

O casal gerou com brilhos,

Ana e Pedro, os seus dois filhos,

Nessa vida passageira.

 

Irandi segue na lida

E o grande Cefas Carvalho, 

Cito a Dayane Oliveira, 

Na lista sem atrapalho.

Otávio e também Luan, 

Que juntos de Itapoã, 

Não fazem serviço falho.

 

No setor das entrevistas

Heloisa colabora,

Andrezza na parceria

O programa revigora.

Tem Evandro e Jessyanne, 

Um grupo assim não dá pane,

Mas ao contrário melhora.  

 

O compromisso é manter

Tudo o que foi construído,

Com certeza Pinto Júnior

Segue muito agradecido.

De uma nova dimensão, 

Ele inspira a produção,

Bem discreto e comedido.

 

Sua lembrança marcante

Jamais será apagada,

Viveu cinquenta e três anos,

Plantou sonhos na jornada.

Para cumprir seu ofício

Nunca mediu sacrifício,

Lutando de forma honrada.  

 

O vi por vinte e dois anos,  

Evocar tudo comove,

Virou parnamirinense

Depois de noventa e nove.

Batalhar foi seu princípio,  

Deste novo município,  

Seu nome ninguém remove.

 

Na sua terra adotiva

Ganhou a cidadania,

Pois Gildásio Figueiredo

Propôs-lhe a grande honraria.

O vereador sem prosa, 

Atendeu Pedro Feitosa,   

Que pediu-lhe a cortesia.

 

Ainda teve outro título

Proposto por Preto Aquino,

De cidadão natalense, 

Pelas lutas do destino.

E o jovem parlamentar

Fez saudação exemplar,

Sem cometer desatino.

 

Na Academia de Letras

Pinto sem vil pabulagem,

Teve a Medalha do Mérito:

Agnelo ─ em homenagem.

Diógenes da Cunha Lima,

Melhorou-lhe a autoestima,

O saudando na mensagem.  

 

E aos dezenove de junho

De dois mil e vinte um,

Partiu da vida terrena, 

Pela Covid comum.

Os seus amigos sofreram,

Ao perceber que perderam,  

Um cidadão incomum.

 

Deixa um roteiro traçado

Nos rumos do sentimento,

Nas mensagens positivas

Vindas do seu pensamento.

Em nossa comunidade,

Seu nome gera saudade,

No povo a todo momento.

 

Nos versos do meu cordel

Relembrei do companheiro,

Um arquiteto de metas

Neste solo brasileiro.

Foi defensor da cultura

Pra quem gosta de leitura,  

Deu exemplo verdadeiro.

 

Peço a Deus numa oração

Que lutem sem derrotismo,

Seus amigos do portal

Apesar do saudosismo,

Não cansem de publicar

Mantendo no seu lugar,

As pautas do jornalismo!        

 

Fonte: Irandi Pinto