Pazuello negociou CoronaVac com empresa de importação de produtos eróticos

19/07/2021

Por: Jessyanne Bezerra
Foto: Reprodução

 

Ainda como ministro da Saúde negociou a compra de 30 milhões de doses de Coronavac com um intermeditário. Porém, a empresa que Eduardo Pazuello negociou a compra das doses por um valor inflacionado não possui registro de importação de imunizantes. 

Se o negócio fosse adiante, o preço da transação seria o triplo do valor que o próprio governo pagou, dois meses antes, para comprar a mesma vacina. A empresa queria que o governo Jair Bolsonaro pagasse US$ 28 pela importação de cada dose.

Em vez de negociar com o Butantan, como deveria, o ex-ministro da Saúde Pazuello fez com um intermediário sem qualquer tradição em venda de vacinas, a importadora catarinense World Brands.

Agora, as investigações da CPI da Covid descobriram que a World Brands é uma das empresas que têm um cadastro de atividades e negócios que englobam a importação de praticamente tudo. Um total de 76 categorias de produtos, com centenas de artigos — embora não necessariamente importe todos eles, está apta a fazê-lo.

A companhia que atua no ramo de comércio exterior, nunca havia trabalhado com importação de vacinas. No entanto, ela possui experiência com diversos outros produtos de diferentes setores.

A lista é variada: de "itens de sex-shop" a parafusos e lubrificantes (neste caso, lubrificantes de veículos), passando por ornamentações de Natal, artigos funerários, bijuterias, calçados, óculos, shampoo, brinquedos, jogos eletrônicos, instrumentos musicais, alfinetes, tecidos, móveis, alimentos, material de construção e equipamentos de informática, entre outros.

A relação é muito mais extensa. Mas dela não consta justamente um produto: a vacina.

 

Fonte: Contêm informações são do jornal O Globo.