Montanhas: Cinquenta e oito anos de emancipação política

19/07/2021

Por: EVANDRO BORGES
 
Montanhas/RN  conta com uma população de 11.251 habitantes no último censo de 2010 e com uma área territorial de 82,2 km², situado no Agreste do Estado com uma distancia de 16 km de Nova Cruz e a 82 km de Natal capital do Estado, administrado pelo Prefeito Manuel Gustavo, reeleito em 2020, engenheiro de formação realizando uma administração austera e pagando aos servidores dentro do mês.
 
Alguns dados sociais, com base no exercício de 2018 podem ser dados visibilidade, tais como: o IDH de 0557, escolarização na faixa de 6 a 14 anos de 94,6% e PIB per capita de R$ 8.155,25, no cadastro único constam 3.020 famílias com beneficiários da bolsa família atingindo 2.124 famílias. E no cadastro da saúde há 1.879 famílias sendo acompanhadas 83,66% das famílias, acima do índice nacional que chega atingir 76,255.
 
O Município de Montanhas tem uma população urbana de 8.870  e na zona rural 2.543 habitantes com uma sociedade civil aritculada com a maior expressão no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montanhas e nas associações comunitárias rurais destacando Santa Luzia de Ingá, agremiações esportivas e a Liga Montanhense de Futebol. A municipalidade conta com festas tradicionais como a Festa de Reis, São João e as homenagens da emancipação que mobiliza a sua comunidade.
 
Os Municípios como entes federativos e autonomia de ordem política é uma conquista da Constituição promulgada em 1988. As cores da bandeira de Montanhas em amarelo, branco e azul, com o seu brasão dando destaque para o nome de Montanhas e seu belo Hino instituído por Lei Municipal nº 505/2020, com letra de Ubiratan Gonçalves de Melo e arranjo musical e partituras do maestro Célio Murilo.
 
O Município de Montanhas no dia 20 de julho do fluente ano completa cinquenta e oito anos de emancipação, constituído no dia 20 de julho de 1963, desmembrado do Município de Pedro Velho/RN, a sua história tem marcos de 1754, do século XVIII com o recebimento pelo Padre José Vieira Afonso da sesmaria de Lagoa das Queimadas, na Ribeira do Rio Curimataú como consta na obra de Luís da Câmara Cascudo intitulada de Nomes da Terra, publicada pela editora Sebo Vermelho.
 
Assim Câmara Cascudo registrou sobre Montanhas, ressaltando o seguinte: “A tradicional amenidade do clima, explicada pela altitude, recomendava-a com um legítimo sanatório, merecendo, em certas épocas, estação de repouso recuperador. A constante, afabilidade da população, acolhendo carinhosamente os hóspedes, sugeriu ao poeta Cícero Moura, (1882-1906), denomina-la SUIÇA DO AGRESTE: Ligada a Natal pela Estrada de Ferro desde outubro de 1882. Capela de São João Batista em 1897, reconstruída posteriormente. Mercado, escola, comércio suficiente às necessidades locais”.
 
Marcos César Cavalcanti de Morais no seu livro Terras Potiguares publicado pela Editora Foco, registra o seguinte que pode ser dado ênfase: “A povoação, que vinha alcançando progresso a partir da fertilidade de suas terras que garantiam grande produção de cereais, passou a desenvolver-se ainda mais com a chegada da estrada de ferro, interligando a região à capital do Estado, no ano de 1882. Lagoa de Montanhas foi considerada distrito do município de Pedro Velho em outubro de 1938. E, no dia 8 de janeiro de 1962, de acordo com a Lei nº 2.727 sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Aluízio Alves, o distrito desmembrou-se de Pedro Velho e tornou-se município. Mas, somente em 20 de julho do ano seguinte, a localidade passou a se chamar definitivamente de Montanhas”.  
 
Estes são os dados históricos e sociais do Município de Montanhas/RN que se pode destacar nestes cinquenta e oito anos de emancipação e de tanta transformação, sendo um rincão gracioso de agradáveis pracinhas e passeio público e de uma população identificada e comprometida com a sua municipalidade, capaz de alavancar o desenvolvimento sustentável, enfrentando os desafios do início do século em curso.