“Bolsonaro não tem capacidade política nem psicológica”, afirma Lula

11/10/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: blogs.oglobo.globo.com

 

Em entrevista ao jornal francês "Liberation", o ex-presidente Lula fez um balanço do cenário político brasileiro, sobretudo no que se refere à disputa presidencial de 2022 e ao governo de Jair Bolsonaro. De acordo com o ex-mandatário da nação e principal favorito na corrida ao Palácio do Planalto, o atual chefe do executivo federal será derrotado nas urnas e o povo brasileiro será o “motor” para que o país supere a crise política, social e econômica que foi instaurada.


Para Lula, o atual governo federal, capitaneado pelo seu rival Jair Bolsonaro, promoveu ataques reiterados às instituições e promoveu uma instabilidade constante ao sistema democrático. No entanto, os cidadãos brasileiros, através do poder do voto, já estão prontos para restaurar o equilíbrio entre os poderes. “Estou certo que o povo brasileiro se encarregará de acabar com esta era de incertezas para promover a plenitude democrática”, declarou o petista.


No que concerne ao pleito de 2022, Lula se mostra confiante, ressaltando que Bolsonaro invariavelmente deixará o poder. O ex-presidente também se referiu às ações antidemocráticas do seu adversário e as possíveis sanções que elas poderão suscitar. “Bolsonaro vai perder. Estou convencido da capacidade de nossas instituições. O Bolsonaro perderá e deixará o poder, como deve ser. Então, sem dúvida, ele terá que responder aos tribunais por seus atos arbitrários”, salientou. 


No que tange a um possível golpe protagonizado por Bolsonaro, o ex-presidente descarta essa possibilidade, tendo em vista que, segundo ele, o mandatário não dispõe de capacidade política e psicológica para tal. Ademais, a política externa do atual governo foi objeto da avaliação de Lula. 


“O atual presidente jogou a política externa brasileira no lixo. Tendo olhos apenas para Trump, ele falou mal da China, Rússia, Argentina, Bolívia, Chile … Ele até ofendeu pessoalmente Brigitte Macron [primeira-dama francesa]”, finalizou o líder do Partido dos Trabalhadores.