Os católicos estão com Lula?

14/10/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: brasildefato.com.br

 

No fim deste mês de outubro, o ex-presidente Lula, como parte da estratégia de campanha para 2022, fará uma viagem a Minas Gerais, a fim de conseguir alianças entre empresários e líderes da Igreja Católica. Sendo assim, Dom Walmor Oliveira, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e religioso próximo ao Papa Francisco, deverá ser uma das bases da articulação do petista em solo mineiro.


Nesse sentido, além de representações empresariais e políticas importantes de Minas Gerais, como o prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil e parlamentares aliados, Lula busca estreitar laços com autoridades católicas, uma vez que compõem um público, de acordo com pesquisas, mais afastado do bolsonarismo. Para os estrategistas do Partido dos Trabalhadores, a figura considerada moderada de Dom Walmor, o qual também é uma voz dissonante ao governo federal, é importante no elo com essa vertente do cristianismo.


Seguindo nessa linha de divergências entre o poder católico e a presidência de Jair Bolsonaro, o bispo Walmor, não obstante ser uma voz influente dentro da cúpula do catolicismo no Brasil, foi o responsável pelo lançamento da campanha “Amazonia-te”, que preconiza o amparo dos povos indígenas no que tange às possíveis violações à legislação ambiental.


Levando em consideração a dificuldade de atrair parcela significativa do público evangélico, o qual, conforme as estatísticas, permanece fiel ao atual chefe do executivo federal, há cerca de um mês, Lula e o PT mantêm um diálogo virtual constante com bispos católicos de todo o Brasil. “Temos estabelecido conversas francas e abertas, sem ressalvas de ambos os lados”, afirmou um interlocutor episcopal.