"Minha mulher me acha o maior dos machões", diz Bolsonaro

15/10/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: ocafezinho.com

 

Nesta quinta-feira, em um evento organizado por uma igreja evangélica em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro revelou que, por vezes, chora sozinho no banheiro e sua esposa, Michelle, acha que ele é o "maior dos machões". De acordo com o atual chefe do executivo federal, o motivo das lágrimas é pelo medo que sente de errar na tomada de alguma decisão, a qual poderia suscitar consequências negativas para a população. 


Como justificativa à sua fala, Bolsonaro, que recentemente se pronunciou sobre as dificuldades e pressão inerentes à função, fez uma comparação de suas ações à frente da presidência em relação ao período em que esteve no Congresso Nacional como deputado federal. "O que me faz agir dessa maneira? Eu não sou mais um deputado. Com todo respeito ao deputado. Se ele errar um voto, pode não influenciar em nada. Um voto em 513. Mas uma decisão minha mal tomada, muita gente sofre. Mexe na bolsa, no dólar, no preço do combustível.", afirmou o presidente. 


No encontro, Bolsonaro citou o atentado que sofreu, ressaltando que foi um milagre ter sobrevivido à facada. Ademais, o mandatário da nação enfatizou sua boa gestão, mas que foi atrapalhado pela política de isolamento adotada pelos governadores durante a crise pandêmica. “Vivemos momentos onde pessoas que deveriam zelar pela Constituição a atacam. Vimos cenas lamentáveis no ano passado e neste ano. O que está sendo bom é o pessoal entender o que é o regime de exceção. O que me acusavam de fazer, eles estão fazendo”, declarou.


Bolsonaro apontou ainda que, como presidente, poderia instaurar um estado de sítio com anuência do parlamento. Enaltecendo a liberdade como bem maior do cidadão e proferindo palavras de ordem religiosa, o mandatário enfatizou que os chefes do executivo estadual estão contrariando os princípios da constituição. “Temos feito a nossa parte. Creio que a mão de Deus pairou sobre nós para tomarmos a melhor decisão”, disse.


Por fim, Jair Bolsonaro se defendeu das críticas acerca dos preços elevados do combustível, atribuindo, de forma concisa, a responsabilidade por esse fato à Petrobras. "Eu não mando na Petrobras. Agora, toda vez que aumenta o combustível, a culpa cai para mim, pô", concluiu.