O fim do Bolsa Família e a incerteza do Auxílio Brasil

29/10/2021

Por: Jessyanne Bezerra
Foto: Agência Brasil

 

Nesta sexta-feira (29), mais de 1 milhão de brasileiros vão sacar sua última parcela do Bolsa Família. Depois de 18 anos, o programa de transferência de renda que já foi considerado modelo no mundo é extinto pela MP 1.061, que cria o Auxílio Brasil.

Oficialmente, o Bolsa Família só termina na próxima semana, começo de novembro, quando a lei que o criou será revogada. E ainda pode voltar, caso o Congresso deixe caducar ou altere MP. Mas, pelo menos por enquanto, é o fim.

Para os beneficiários do programa, 14,84 milhões em outubro, segundo o Ministério da Cidadania, o que vem é a expectativa e a incerteza sobre o programa que deve substituí-lo: o Auxílio Brasil.

O Bolsa Família foi criado em 2003, pelo então presidente Lula. Mas sua base veio de antes: o programa veio a partir da unificação de uma série de benefícios já existentes. Lá atrás, o valor pago era de R$ 50 por família em extrema pobreza, com um acréscimo de até R$ 45 dependendo da composição familiar.

O governo promete começar a pagar o Auxílio Brasil já em novembro. Mas, ainda na quinta-feira (28), anunciou mudanças no valor: depois de prometer um valor mínimo de R$ 400 aos beneficiários, vai deixar esse valor para dezembro. Para o próximo mês, fica valendo apenas o reajuste de 20%.

E para a população resta a incerteza de receber a transferência de renda que por quase duas décadas conseguiu suprir as demandas dos mais pobres. Enquanto falta gestão e organização orçamentária, o povo continua a mercê da fome e do desemprego, pois não há a confirmação do Auxílio Brasil e a finalização do Bolsa Família e Auxílio Emergencial.