MPF recomenda que Ministério da Saúde reestruture atendimento aos indígenas yanomami

16/11/2021

Por: Jessyanne Bezerra
Foto: Fantástico/Globo

 

Nesse domingo (14), o “Fantástico” mostrou como o garimpo ilegal e a destruição da floresta, além da falta de insumos e atendimento médico, afetam a saúde dos indígenas. De acordo com a reportagem, mais de 16 mil casos de malária foram registrados este ano. A Secretaria de Comunicação defendeu as ações do governo e disse que o distrito dos yanomami é o que mais recebe recursos federais. 
 
A equipe do Fantástico foi até a terra Yanomami para mostrar essa realidade. Por duas semanas, o repórter Alexandre Hisayasu viu de perto o sofrimento do povo Yanomami.
 
Diante da piora dos indicadores de saúde dos yanomami, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Ministério da Saúde, por meio da Secretária Especial de Saúde Indígena (Sesai) e do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), amplie o número de profissionais que atendem a comunidade e realize uma auditoria dos recursos já repassados. 
 
Atualmente, estimativas apontam a presença criminosa de 20 mil garimpeiros. De 2019 para cá, os garimpos são a principal causa do crescimento expressivo do desmatamento na terra Yanomami. 
 
Os procuradores recomendaram ainda uma auditoria nas contas da saúde Yanomami.
 

Fonte: Contêm dados da reportagem do Fantástico