"Não me preocupo com a candidatura de Moro", diz Lula

22/11/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: poder360.com.br

 

Ainda em turnê pela Europa, onde cumpre sua agenda internacional, o ex-presidente Lula fez uma análise sobre as eleições do ano que vem, sobretudo no que se refere à candidatura do ex-juiz Sérgio Moro, responsável pela sua prisão no processo da Lava Jato e que se filiou recentemente ao Podemos. De acordo com o petista, “não há motivos para se preocupar com o ex-ministro”.

 

“Sem a proteção da toga de juiz e sem a proteção do Código Penal, será candidato como eu, como cidadão comum. E, nesse caso, é muito mais fácil [vencer Moro]”, declarou o ex-mandatário. 

 

Embora não tenha ratificado sua candidatura à presidência, Lula tem discutido no exterior sobre os principais problemas que afligem o Brasil durante a pandemia da covid-19. O ex-presidente esteve em Bruxelas, Berlim, Paris e Madrid. Na capital espanhola, o ex-presidente concedeu uma entrevista ao El País, ressaltando as mazelas do povo e a necessidade do país voltar a estabelecer relações internacionais mais consistentes. 

 

“Não posso voltar para fracassar. Tenho que voltar para fazer o Brasil recuperar o seu prestígio internacional, e que o povo possa comer 3 vezes ao dia. Hoje temos desemprego, inflação e volta da fome. O Brasil está quebrado“, disse.

 

Em relação a Jair Bolsonaro, seu principal adversário na corrida ao Palácio do Planalto, Lula aponta que o atual chefe do executivo federal é fruto de uma “anomalia na política mundial“, suscitada a partir da ascensão de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e a disseminação da ideologia de extrema direita pelo mundo. “Aconteceu no mundo todo. A mentira prevalece sobre a verdade. Bolsonaro é mentiroso, não entende a economia, não entende os problemas sociais”, salientou o petista.

 

No que concerne à recuperação do Brasil no pós-pandemia, o ex-presidente declarou que o estado “deve colocar o dinheiro para que a economia cresça“. Nesse sentido, Ele citou o fundo de € 760 bilhões liberado pela UE (União Europeia) e o pacote social de US$ 1,75 trilhão do presidente norte-americano, Joe Biden.