Anvisa aprova comércio de autotestes de Covid no Brasil

28/01/2022


Foto: Anvisa

 

Nesta sexta-feira (28), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a liberação de autotestes de Covid no Brasil. A aprovação ocorreu por unanimidade dos quatro votantes, diretores da agência. Farmácias e estabelecimentos de saúde licenciados estarão autorizados a comercializar os testes para venda do dispositivo médico para diagnóstico invitro.

A reunião extraordinária desta sexta-feira (28) foi aberta por Meiruze Sousa Freitas, diretora presidente substituta da Anvisa. Afastado de sua função – por questões familiares de saúde – o diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres, não participou.

A decisão havia sido adiada porque, dos cinco diretores da Anvisa, quatro deles julgaram necessário ter mais informações fornecidas pelo Ministério da Saúde a respeito do procedimento e cobraram a formalização de uma política pública. A pasta entregou à Anvisa, nesta semana, um relatório com dados complementares, conforme solicitado pela agência, detalhando a política de saúde pública para a testagem.

Os autotestes de Covid – popularmente usados nos Estados Unidos e países da América Latina, Ásia e Europa – são mais uma ferramenta no combate ao avanço do novo coronavírus, impulsionado pela variante Ômicron.

A liberação dos autotestes no Brasil foi solicitada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no início de janeiro, por causa da explosão do número de casos. Atualmente, a testagem brasileira é centrada em clínicas, farmácias e serviços públicos, não sendo possível dar conta da alta demanda das últimas semanas.

Os autotestes de antígeno são os mesmos oferecidos atualmente nas farmácias, que são aplicados por um profissional de saúde. Nos países em que o uso é permitido, os autotestes estão disponíveis para venda em farmácias e lojas varejistas, também sendo distribuídos para a população através dos governos locais ou empresas. Na Inglaterra, por exemplo, o governo disponibiliza gratuitamente os testes, os enviando para as casas das pessoas. Algumas escolas britânicas exigem que os pais façam o teste nas crianças algumas vezes na semana no período de aulas.