"Só falta o PDT", diz Lula em relação à nova investida do partido para ter Ciro Gomes como aliado

24/05/2022


 

Durante a primeira reunião do conselho político da chapa Lula-Alckmin, nesta segunda-feira (23), Gleisi Hoffmann, presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), falou sobre as alianças que a legenda está promovendo para as eleições de outubro e aproveitou para transmitir alguns recados do ex-presidente Lula, o qual não compareceu ao evento. De acordo com as mensagens, Lula ainda não teria desistido de ter o PDT e Ciro Gomes como aliados. 

 

"O presidente Lula fez questão de dizer que é a primeira vez que senta com o conjunto dos partidos que representam esse campo progressista, democrático, da esquerda, da centro-esquerda. Destacou que em nenhuma outra eleição teve esse conjunto de partidos, e lembrou que só falta o PDT aqui para compor esse campo totalmente", pontuou Gleisi.

 

O comentário de Lula surge em um momento que se discute nos bastidores sobre a intenção do PT em suprimir a candidatura de Ciro Gomes, a fim de obter os seus eleitores e tê-lo como aliado na disputa ao Palácio do Planalto. Embora tenha recebido a negativa do ex-ministro da Fazenda, Lula considera que o pedetista o ajudaria a vencer o pleito ainda no primeiro turno.

 

Em possível consonância ao pensamento de Lula, Carlos Lupi, presidente do PDT, teria acenado com a possibilidade de um acordo, caso a candidatura de Ciro não se mostrasse viável. Questionada sobre essa possibilidade, Gleisi Hoffman adotou uma postura diplomática. “Temos que ter respeito com a candidatura alheia. Até andaram dizendo que o PT estava pressionando o PDT. Não é verdade. Obviamente que nós gostaríamos de ter o PDT nesse campo. Não sei qual vai ser, se a candidatura do Ciro vai continuar até o fim ou não. Isso é uma decisão que cabe ao PDT tomar", declarou.

 

A investida do PT em relação ao PDT acontece em um momento em que Ciro tem voltado a reiterar seus ataques contra Lula. Segundo a ótica da legenda, essa postura do ex-governador do Ceará pode servir como uma espécie de “munição” para Jair Bolsonaro e, consequentemente, colocar em risco o projeto de volta ao poder de sua maior referência.