Vereadora sugere impeachment do prefeito de Parnamirim

12/07/2022


 

Em discurso na Câmara Municipal de Parnamirim, nesta segunda-feira (11), a vereadora Fativan Alves) abordou pontos críticos que a fizeram sugerir o impeachment do Prefeito Rosano Taveira. Segundo a parlamentar, a instauração de calamidade pública após as fortes chuvas não foi suficiente para resolver os problemas causados pela água, além de outros transtornos na saúde como a falta de anestesistas, a longa fila de cirurgias eletivas e arrombamentos em centros de educação infantil.
 
Ela denunciou o mais recente caso de roubo e arrombamento em um Centro Municipal de Educação Infantil- o CMEI Maria Leonor.  No domingo (10), a instituição foi invadida por criminosos que levaram a fiação elétrica e botijão de gás do local. No momento do crime, só havia um vigia presente, desarmado e inexperiente - visto que era seu primeiro emprego -, nada pôde fazer para impedir a ação dos meliantes. 
 
Fativan condenou a insegurança e ausência de rondas da Guarda Municipal. Ainda lembrou que o Poder Legislativo doou à Guarda, no início de Junho, seis motos para ajudar nas fiscalizações. Ainda lamentou que o ocorrido no CMEI não seja raridade na cidade, tendo esse ano já acontecido outros roubos em instituições de ensino. 
 
No bairro Emaús, um dos mais afetados pelas chuvas, os moradores realizaram protestos na marginal da BR-101 fechando a pista na sexta-feira (8). Presente na região para atestar os estragos, a vereadora disse que presenciou famílias sendo expulsas de sua própria casa pelas águas. Também testemunhou uma idosa sendo retirada de casa nos braços de seus filhos no que antes era uma rua, mas virou um rio. Soma-se a esse problema a falta de segurança, onde os moradores afetados, ainda assim, preferem ficar em suas casas cheias de água do que sair e correr o risco de roubos. 
 
Fativan relembrou em seu discurso que vai fazer um mês, em 13 de julho, que não há anestesistas na Maternidade Divino Amor. Provocando um atraso gigantesco em cirurgias eletivas e também nas gestantes que precisam realizar cesariana. Problema já bastante debatido na Câmara, que ainda encontra-se sem sua licitação finalizada com a contratação de uma nova cooperativa para o serviço. 
 
Procurada pelo portal, a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim não se manifestou sobre o assunto.