Wellington Duarte

28/05/2020
 
COVID-19 : BOLSONARO E A MARCHA DOS MORTOS
 
 
Em 1999, quando era um deputado federal medíocre, Bolsonaro, num desses arroubos fascistas, afirmou, em entrevista, que deveria haver uma guerra civil e que pelo menos TRINTA MIL brasileiros deveriam morrer, a começar pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Nessa época, o medíocre era FILIADO ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), hoje Progressistas, chefiado pelo muito honesto Paulo Maluf.
 
Passados vinte e um anos, Bolsonaro, que manteve a mesma mediocridade, mas lastreado por um milionário esquema de corrupção, financiado basicamente por empresários, conseguiu chegar à presidência da República, muito ajudado pela camarilha da Lava a Jato e muito especialmente de um dos seus chefes, Sergio Moro, mantém sua obsessão pela morte.
 
O BraZil, que se tornou um dos párias mundiais, avança rapidamente para as 26 mil mortes, restando 4 mil para chegar aos 30 mil que Bolsonaro defendeu em 1999, e provavelmente o sonho deste mandrião, não apenas se realizará, como avançaremos no número de cadáveres derivados diretamente por sua política de governo.
 
Estamos falando de um país que tem um governo dirigido, de acordo com o lobista Paulo Marinho, fiel escudeiro do então candidato à presidência, por sua família, que tem relações incestuosas com milícias, virtuais ou não, e que está aparelhando o Estado com uma chusma ignorante, desqualificada e que tem a “missão” de vender literalmente o país. Esse é o governo eleito para o quadriênio 2019-2022.
 
Os ataques desferidos por Bolsonaro ao Estado brasileiro e suas instituições, feitas em várias frentes, afetaram a imagem do seu governo, reprovado por 58,1% dos brasileiros, segundo pesquisa do Atlas Político; seu desempenho pessoal é considero ruim ou péssimo por 65,1%, mas o “bom” ou “ótimo”, passou de 30,5% para 32,9%, o que revela que o Mensageiro da Morte ainda detém a simpatia de 3 em cada 10 brasileiros.
 
Mas o mais infame dos presidentes desde 1889, é diretamente responsável pelas quase 26 mil mortes causadas pela pandemia, até hoje (28), pois sua cruzada ante isolamento social, provocou a queda do apoio à essa política, caindo de 82,0% para 72,0% e isso se reflete na periculosidade da pandemia.
 
O governo genocida mantém sua sabotagem escrachada contra a vida. Jogou os pequenos e micro empresários no lixo, sem uma efetiva política de ajuda a esse setor; sabota deliberadamente as finanças dos governos estaduais e municipais, a fim de responsabilizá-los pelas mortes que aconteceram e que ainda vão acontecer; empurra os milhões de trabalhadores para a morte, ao dificultar o acesso aos R$ 600 e ainda ameaçar diminuir essa ajuda para R$ 200, o que cria o desespero do medo da fome, o que evidentemente força os mais pobres e miseráveis, procurarem a sobrevivência.
 
Estamos construindo a página mais sombria da nossa história e um símbolo de incompetência de enfrentamento da pandemia, aos olhos de todo o planeta, além de estamos ameaçados com o estabelecimento, depois de três décadas de capenga democracia, voltarmos aos porões da ditadura, dessa feita sem tanques, mas com milícias armadas e digitais, e lastreadas por grandes e médios empresários brasileiros.
 
Oremos (parte 2).