Wellington Duarte

30/01/2021
 
A praga do planalto que espalha a pestilência : Era uma vez o Brazil
 
 
Depois de dez meses sob uma pandemia, temos que admitir que o safardana que hoje ocupa a presidência da república, deixará um rastro de morte que o colocara no panteão da maldade, pois utilizando-se de mentiras, canalhice explícita, sem-vergonhice e outros adjetivos de baixo calão, mantém o país num imenso cemitério, hoje já contando 221.547 vítimas da COVID-19 e mais de nove milhões de casos, cujo impacto na vida das pessoas ainda não foi devidamente mensurado.
 
Bolsonaro, o mandrião, cercado por sua caterva cada vez mais hostil e beligerante, está mostrando ao país, que depôs uma presidenta, comprovadamente honesta, por “pedaladas fiscais”, que na realidade era antecipação de receita para cobrir os programas sociais e que todos os presidentes utilizaram anteriormente, e, por isso, foi deposta, como se destrói uma pseudo-nação.
 
Bolsonaro, protegido anteriormente pela imprensa; pela leniência do Judiciário; por corporações que o auxiliam a propagar o criminoso “tratamento precoce”; por uma polícia federal que parece estar se tornando uma milícia comandada pelo energúmeno do Planalto; e por uma elite medíocre, acostumada a servir-se do erário público para enriquecer, espalha morte e destruição por onde passa, parecendo Othar, o cavalo de Átila, que onde pisava não nascia grama.
 
Bolsonaro é o nosso Coringa macabro. Ele sapateia nas instituições, ri das leis e despreza todas as regras de comportamento de um presidente. A Pandemia mostrou o quanto esse indivíduo é desprezível e, ao que parece, parte da população brasileira, que ainda apoia seu governo, se juntou à essa orgia sombria.
 
Nossas instituições republicanas, aprisionadas durante mais de duas décadas pelos generais ditadores, muitos dos quais hoje apoiam Bolsonaro, construídas lentamente depois de 1985 e especificamente depois de 1988, estão destroçadas. O que foi difícil construir está sendo destruído facilmente e acho que se a sociedade expurgar esse calhorda do poder, veremos o quanto estamos à deriva.
 
A verdade é que o BraZil, hoje um país isolado, desarticulado e desacreditado no cenário mundial, com duríssimos reflexos na nossa já alquebrada economia, em apenas dois anos, regrediu décadas em termos de economia e mais de um século, olhando para os aspectos civilizatórios.
 
Agora mesmo, sem nenhum pudor, está comprando os deputados federais para que elejam o tal de Arthur Lira, acusado de comandar um grupo que surrupiava recursos públicos em Alagoas; foi denunciado por crime de corrupção passiva pela Procuradoria Geral da República (PGR); é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) estando inserido no “quadrilhão do PP”, que desviava recursos da Petrobrás e tem mais acusações, o que fazem o preferido de Bolsonaro um perfeito representante do grupo que está no poder.
Como disse um conhecido meu: “vai piorar muito antes de melhorar”. Só espero que estejamos vivos para ver essa melhoria.