O auditor fiscal, Fernando Freitas, explica a recuperação tributária do RN

05/01/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

 

Nesta terça-feira (05), o jornalista Pinto Jr. entrevistou o auditor fiscal e ex-candidato a prefeito de Natal pelo PCdoB, Fernando Freitas. Na conversa foram debatidos temas como a arrecadação fiscal do estado e a reformulação a cobrança de impostos no país.

Em relação a recuperação fiscal do estado do Rio Grande do Norte, um dos maiores feitos do governo Fátima Bezerra, o candidato do PCdoB afirmou "com o sistema atual, o fisco do potiguar está de parabéns com todo o trabalho desenvolvido" e complementa "soube que a governadora vai anunciar nos próximos dias de parte dos salários atrasados e isso é baseado exclusivamente nesse esforço fiscal do Super Refis".

O Super Refis é um programa de refinanciamento oferecido pelo Governo do Estado com descontos para os contrinbuintes regularizarem suas dívidas tributarias como ICMS, IPVA ou qualquer outra pedência. "É uma oportunidade que a sociedade está tendo para colocar em dia suas obrigações tributarias com o estado do Rio Grande do Norte, com desconto de até 90% na questão da multa ou correção monetária", diz Fernando Freitas. Com o programa de refinanciamento, o estado irá ficar com aproximadamente R$ 100 milhões para poder pagar parte dos salários atrasados de 2018.

Sobre a reestabilização da economia potiguar, que é uma das consequências da recuperação fiscal do estado, o ex-candidato a prefeito de Natal pelo PCdoB disse "por meio da cobrança da dívida ativa, dentro desse esforço em combate a inadimplência, rendeu nos últimos meses mais de 20 milhões de reais".

Em relação ao Sistema Tributário brasileiro, que possui como caractéristica "quem tem menos, paga mais", pois, ao contrário do senso comum: o Brasil não está entre os países que mais cobra tributos, mas sim entre os que mais taxam a população pobre do país. Fernando Freitas afirmou, "a pandemia parou a pauta da Reforma Tributária no congresso federal" e complementou, "já deveriam ter retormado essa discussão, mas vai haver uma mudança no comando, tanto na câmara quanto no senado federal, e as atenções estão voltadas para as eleições desses presidentes por causa das articulações dos partidos. Era muito mais oportuno para o país um agendamento de pauta para o congresso para que isso não ocorra".

Para saber mais e assistir a entrevista na íntegra acesse o link: https://youtu.be/3HQzay9SHcQ