"A escola do futuro será pautada pela horizontalidade", diz professor Disney

11/06/2021

Por: Redação PN

 

 

         Nesta sexta-feira, no jornal Potiguar Notícias - Segunda Edição, o jornalista Otávio Albuquerque entrevistou o professor Disney, que falou sobre o uso de ferramentas tecnológicas em sala de aula. além de esclarecer a sua metodologia de trabalho, alicerçada na contemplação de elementos e personagens do universo fantástico da Disney,

         Segundo o professor, sua paixão pelo mundo da Disney foi originada ainda em sua infância, pelo fato de sua mãe ser uma ávida leitora de contos de fadas. Para ele, ainda, as personagens ficcionais são utilizadas não apenas como elementos que compõem a estética de seu trabalho pedagógico, mas possuem o objetivo de incitar uma reflexão de cunho moral em seus alunos, estabelecendo um amálgama entre a fantasia e as suas próprias particularidades.

         Em relação ao papel do professor em sala de aula, sobretudo no pós-pandemia, o educador salienta: "a crise causada pelo novo coronavírus fomentou, na verdade, um liame mais consolidado entre professores e alunos. No entanto, é preciso ficar claro que essa relação deve ser horizontal, isto é, o educador não pode ser portar como detentor absoluto do conhecimento e da verdade, mas como mediador, suscitando uma busca pelo conhecimento por parte dos estudantes mediante uma perspectiva dialética".

          No que se refere à transição do ensino presencial para o remoto e se o âmbito acadêmico estava pronto para essa mudança, ele ressalta: "os professores, na verdade, nunca estão prontos, o que significa dizer que sempre há espaço para a ressignificação ou reinvenção do trabalho. No meu caso em específico, a inserção na modalidade remota foi muito amena, uma vez que trata-se de um ambiente que me desperta apreço e onde eu desenvolvo ações frequentes nas redes sociais, sobretudo envolvendo a cultura pop (games e personagens fantásticos como aspectos didáticos). Por outro lado, mesmo com certa facilidade com os aparatos tecnológicos, é sempre um desafio constante captar a atenção dos alunos através de um tecla".

         Sobre a permanência do ensino remoto mesmo com o fim da pandemia e o desequilíbrio entre as esferas pública e privada no campo da educação, o professor Disney declara: "sem dúvida alguma que essa modalidade será cada vez mais constante na proposta curricular das escolas, mas precisará, invariavelmente, passar por alguns reparos. Em outras palavras, parece claro que o ensino remoto é um recurso viável, porém ele por si só não é suficiente para sanar os anseios e necessidades dos estudantes. Ademais, é preciso ratificar a urgência do investimento em tecnologia na rede pública, levando em consideração a diferença abissal que existe em uma comparação com o ensino privado".

          Por fim, no que tange a um vislumbre do que serão as escolas nas próximas décadas, o professor Disney afirma: serão lugares pautados pela isonomia e horizontalidade, em que os alunos terão um papel fundamental como propositores de conhecimento e não meros receptores de informações. Nesse sentido, devemos reconhecer que as crianças e adolescentes têm muito a oferecer e a produzir; e, a partir do momento que eles tenham a oportunidade de criar mais, poderão aguçar o seu senso crítico e capacidade de reflexão", finaliza.

 

Para assistir à entrevista, acesse o link: https://youtu.be/DteQR5WWKg8