José Pinto Júnior: Previsão do tempo

21/11/2014

Por: José Pinto Júnior
Foto: Internet

Os telejornais evoluem menos que os telespectadores. Estas moças bonitas que tratam da “previsão do tempo” pouco dizem. Passeiam diante de um mapa com ilustração de nuvens e sol. Nem sempre chove onde aparece as nuvens e nem sempre deixa de chover onde aparece o sol. Mas não é isto que é mais importante. Qual tempo queremos não para hoje, mas a médio e longo prazo? Investimos tempo para pensar por que secas e enchentes mais frequentes? Nos preocupamos em nosso tempo atual em deixar de entupir e poluir os rios? No tempo futuro queremos rios?

Se chove em minha calçada hoje ou amanhã não é importante. A informação deve comunicar a médio e longo prazo acerca dos motivos que de fato preocupa os cientistas sobre a previsão dos tempos futuros, a partir da inquietação da natureza hoje.  O que diz respeito secas cíclicas e o que diz respeito a enchentes que antes não ocorriam com frequências em áreas determinadas? Que meio ambiente queremos oferecer para as gerações futuras compostas por nossos filhos e netos? Vamos explorar a natureza com racionalidade ou vamos devastar simplesmente?

Em que tempo teremos uma legislação clara a respeitos de políticas ambientais sustentáveis? O novo Congresso Nacional está comprometido com uma legislação atualizada para os desafios impostos pela realidade ambiental? O eleitor que a muito sabe que o homem interfere na natureza elegeu seu representaste com esta preocupação? Que tempo a sociedade prevê?

Mais do que saber se “faz frio ou calor típico, se o sol reaparece na tarde na área clara, se o sol desaparece em outras áreas menos claras, temperatura mais baixa ou mais alta”. Antes de olhar que nuvem tem no céu, deveríamos olhar o esgoto a céu aberto que interrompe nosso passos. Estes leva crianças aos hospitais e contamina o lençol freático. Que previsão para os próximos tempos se dobramos a quantidade de carros nas ruas nas próximas décadas? Se continuarmos a consumirmos de forma desenfreada? Mudar os hábitos de consumo está em nossa agenda individual? Quantos copos descartáveis usamos por dia? Quanto tempo a natureza absorve cada copo? Fazemos nossa parte em relação a cultura dos desperdício da água? As empresas investem em produção sustentável? O consumidor está preocupado em consumir produtos sustentáveis?

A previsão dos tempos futuros está sendo construída agora. Seja pelos governos, seja por cada um. Quem quiser acender o farol alto e discutir como construimos o amanhã, chegou a hora. A opção atual é a zona de conforto diante da telinha olhando uma moça bonita dizer que as nuvens estão esparsas. 

Fonte: Potiguar Notícias