Pré-candidata à Presidência da República é entrevistada na PNTV e na 105,9 FM

24/05/2018

Por: Redação do PN
Foto: Redação do PN

Pré-candidata à Presidência da República pelo PMN, a jornalista Valéria Monteiro esteve em Natal nesta quinta-feira, 24, para apresentar suas propostas. Ex-apresentadora de programas como “Jornal Nacional” e “Fantástico”, a mineira discutiu sua campanha em entrevistas à PNTV e à 105,9 FM.

Em bate-papo com Pinto Júnior, a primeira mulher a apresentar o dominical “Fantástico” revelou estar percorrendo o país num carro, acompanhada apenas pelo estrategista Alessandro Nogueira. Empenhada em tornar-se sucessora de Michel Temer, relata estar passando por dificuldades, como o desgaste ocasionado pela locomoção pré-campanha pelo Brasil, apelidada de Caravana da Coragem, além de ter de enfrentar a greve dos caminhoneiros, causa a qual revela apoio.

“Hoje, já vivemos uma democracia fraudulenta, porque, dentro dos partidos, a democracia nasce morta. Nosso sistema eleitoral não colabora para que ela seja sustentada. Não houve uma redemocratização real. Os partidos são cartoriais, têm donos. O meu partido tem dono, tem até um coronel, que, com uma caneta, é capaz de destituir lideranças das executivas regionais, as quais não são eleitas. Isso acontece em vários partidos. O problema não é termos vários partidos, e sim, esses partidos não terem obrigação de ter candidatura própria. São sempre linhas de apoio de outros partidos grandes”, argumenta.

Indignada com a atual situação política brasileira, destaca que “a grande reforma que devemos fazer é a eleitoral”, acrescentando: “Temos, no Congresso Nacional, mais de 300 deputados eleitos por três bancos. Por isso, os financistas e o mercado financeiro estão fazendo as diretrizes do nosso sistema, das nossas políticas públicas. A Petrobrás, por exemplo, sofre pressão dos investidores, mesmo sendo uma empresa estratégica para o governo brasileiro. Ou privatiza de vez e o povo pode se rebelar, não consumindo mais gasolina dela, ou o governo toma as rédeas da empresa de novo. É impossível esse conflito na empresa que lida com o petróleo, que é estratégico para o Brasil”.

Acerca da consolidação de sua candidatura, confidencia: “Preciso vencer essa briga interna. É meu direito estatutário levar minha pré-candidatura até a convenção do partido, que baixou uma resolução, feita por 10 pessoas, dizendo que não haverá candidatura própria, sem considerar o estatuto do próprio partido. Vamos brigar para levar a nossa candidatura à eleição”.