Renisse Ordine

09/07/2020
 
Resenha: ´Uma águia de gêmeos`, de Eliane Tróia
 
A poetisa e escritora, Eliane Tróia, é a vencedora “Prêmio Internacional Mulheres da Letras”, sendo a escolhida para representar o Brasil no projeto elaborado pela Litere-se Editora. Um projeto que envolve 100 mulheres, 
 
Como umas das 100 vozes femininas que irão se expressar através de seus textos, a força do poder feminino e a sua luta social. O livro “Uma águia de gêmeos” é o seu segundo trabalho, repleto de poesia que exterioriza a força de sua alma e sensibilidade. 
 
Com toda a sua intensidade, a poetisa Eliane Tróia, dá vida a mais um livro de poemas arrebatador e revelador. Fugindo do cotidiano e adentrando a alma, “Uma águia de gêmeos”, descreve os sentimentos e os desejos de um corpo ansioso por amar, sem empréstimo e nem devolução. Simplesmente, Viver!
 
Diferentemente do seu primeiro livro, a poetisa não descreve nos poemas, os fragmentos e os tantos recortes de sua história que a revela como pessoa e o seu modo de se posicionar no mundo. Nesse, ela mergulha em seu interior trazendo á tona os seus desejos e anseios, as suas marcas internas.
  
Aliás, são as vivências de todos nós, homens e mulheres, que vamos acumulando em nosso interior, sentimentos do passado e do presente, os vividos e os nãos vividos. Essas dores e dissabores, dos amores. 
 
Em “Uma águia de gêmeos”, a poetisa, sempre provocadora, remexe com os nossos sentimentos. Desde o primeiro poema até o último é impossível não fazer uma reflexão sobre todo o nosso interior. Os olhos escorregam por todos os versos, ao som de nossa voz interior. 
 
Uma voz que vai seguindo a cadência dos sentimentos, aumentando calmamente, sendo reguada pelas lágrimas que liberta as emoções. Até o final, o qual nos é solicitado, um silêncio e um suspiro profundo. 
 
Talvez o silêncio da desarmonia ou da atitude, que os fortes versos provocam em nossa zona de conforto.  
 
Eliane Tróia é uma verdadeira águia, que voa com toda sua força e grandeza, por dentro da alma, e nos leva por uma viagem a nossa própria vida. Aquela que não interessa a ninguém, somente a nós mesmos.