Ex-alunos do IFRN realizam protesto contra intervenção nesta segunda-feira

23/08/2020


 
 
 
Um grupo de ex-alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) realiza, nesta segunda-feira (24), a partir das 10h, em frente ao Campus Natal Central, um protesto contra a intervenção no Instituto. Segundo os organizadores, o movimento é apartidário e pacífico.
 
A ideia do ato em defesa do IFRN surgiu, a partir dos próprios ex-alunos, que, através das redes sociais, vêm acompanhando a situação de intervenção.
 
A equipe organizadora relembra que o Instituto foi um divisor de águas, pois, além da excelente formação para enfrentar o mercado de trabalho, preparou os estudantes para o ingresso na universidade. Há, ainda hoje, uma relação de afeto com a instituição por parte da imensa maioria dos ex-alunos.
 
Ainda segundo a organização, o que acontece de ruim com essa casa de ensino atinge os ex-alunos também. Alguns são pais de alunos. Faz cinco meses que a Instituição está parada porque o interventor não apresentou, até o presente momento, um plano de retorno e nem dialoga com os órgãos colegiados para ouvir uma proposta. Por causa dessa situação, os ex-alunos decidiram apoiar a Instituição e a decisão da comunidade acadêmica, que elegeu, legitimamente, seu reitor, através do voto, em um processo eleitoral sério, referendado e aprovado em todas as instâncias necessárias.
 
Durante o protesto, haverá espaço aberto para fala dos participantes. Após o ato presencial (com número limitado de pessoas, respeitando-se o distanciamento exigido pelo protocolo de saúde e segurança), uma carreata sairá do local da concentração até o prédio da Reitoria. 
 
Outra reivindicação do grupo é que o reitor eleito,  José Arnóbio, através do voto de 48,25% da comunidade acadêmica, seja imediatamente empossado, pois o reitor eleito não responde a processo administrativo e disciplinar (PAD). Ele está dentro de uma sindicância que, por sinal, está parada.
 
A equipe organizadora ressalta que não serão levantadas bandeiras de partidos nem de sindicatos à frente. Os participantes fazem parte de uma parcela da sociedade que também quer o IFRN preservado em seus direitos, gerido por um reitor preparado para o cargo, que conheça a instituição, tenha uma equipe de gestão à altura, conhecedora do seu papel.