No Olho da Onça: Mulheres dissidentes construindo narrativas poéticas

10/02/2021


Foto: Divulgação
 
 
O projeto No Olho da Onça idealizado pela artista, poeta e jornalista Idyane França e pela poeta feminista e estudante de psicologia Olga Hawes, abre inscrições gratuitas para rodas de conversas que acontecerá nos dias 16 e 18 de fevereiro, às 18h, pelo aplicativo Google Meet. Para celebrar as rodas de conversa, o projeto promoverá no dia 20 de fevereiro, também às 18h, um sarau de poesias transmitido pelo canal do YouTube do No Olho da Onça, com acessibilidade áudio visual, tendo intérpretes de libras como facilitadoras comunicativas. O sarau contará com a participação das poetas Jeovânia Pinheiro, Gaby Varela, entre outras.    
 
O No Olho da Onça surge da necessidade de se afirmarem enquanto artistas as mulheres que divergem da norma, sejam lbt's, racializadas ou regionalizadas. Os encontros darão enfoque à literatura de mulheres pretas e seu impacto político e criativo de uma outra filosofia de mundo mais solidária e coletiva. O projeto conta com duas etapas: inicialmente, qualquer mulher poderá se inscrever nas rodas de conversas e debates, em que estarão para a discussão poemas de mulheres pretas, em especial norteriograndenses, e debaterão sobre as possibilidades de impacto destes poemas através dos afetos que são por elas suscitados: violência, amor, raiva, dor, desejo, sonho… Esses encontros serão a base para o sarau, que contará com a contribuição e a fala das mulheres participantes das rodas, confortáveis em expor seus trabalhos, bem como de algumas convidadas. Esse sarau encerra o ciclo do projeto, tendo como objetivo discutir e divulgar o impacto dessa literatura na potência política de enxergar e agir no sentido de um novo mundo, mesmo em meio ao caos. 
 
O projeto foi contemplado com recursos da Lei Aldir Blanc, Fundação José Augusto, Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. E teve sua identidade visual construída pela Bju Produções, que construiu artes e vídeos poemas que trazem alguns pontos da cidade, na construção da identidade potiguar, entre eles: O Centro histórico, a Ribeira e o Rio Potengi. Ao falar sobre a escolha dos locais de gravação a artista Idyane França explica:
 
“Os locais estão simbolicamente ligados ao nosso lugar, somos potiguares e gostaríamos de mostrar a poesia de nossa cidade. E quanto ao Rio Potengi, está diretamente ligado ao transcorrer das águas. As águas ensinam que tudo transcorre, e quanto mais represamos, mais forte e devastador será. Precisamos de liberdade para transcorrer o destino de nossas águas. E o No Olho da Onça é um chamamento contra a represália. É o chamamento para as vozes femininas transcorrerem e escoarem pelo mundo.”
 
O resultado desse trabalho pode ser encontrado na página do Instagram do projeto, @noolhodaonca. Na página você poderá encontrar toda a programação, o ensaio fotográfico, making off, informações sobre as organizadoras, os vídeos poemas, etc. Fiquem atentos e atentas as datas da programação e participem da construção desse projeto de mulheres dissidentes poetas que acreditam em outra realidade possível.