Pe. Antônio Murilo esclarece sobre a Campanha da Fraternidade 2021

23/02/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

Em entrevista no Jornal Portiguar Notícias, o pároco da Paroquia Nossa Senhora de Fátima, Pe. Antônio Murilo, esclareceu sobre a campanha da fraternidade e sobre a importância disso para a sociedade.

A campanha é realizada pela CNBB todos os anos no tempo da Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa. Esta é quinta edição ecumênica da campanha, que congrega diversas denominações cristãs com o objetivo de valorizar as riquezas em comum entre as igrejas. “A campanha da fraternidade está chamando, tomando um versículo da bíblia, Efésios 2:14 ‘Cristo é nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade’. ” afirmou Pe. Antônio Murilo.

Pe. Murilo esclarece: “Nós vivemos um momento em que temos uma onda crescente do ódio no Brasil. A pandemia escancarou as nossas fragilidades: o retorno do Brasil ao mapa da fome, o desemprego com 16 milhões de pessoas nessa situação, o aumento de pessoas em situação de rua, a cultura da violência contra as mulheres, contra os negros, contra os indígenas e contra as pessoas LGBTQIA+”

Campanha da Fraternidade 2021

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos brasileiros por ocasião do início da Quaresma e da abertura da Campanha da Fraternidade (CFE) 2021, nesta quarta-feira de Cinzas, 17 de fevereiro, às 10h. Em 2021, o tema proposto é “Fraternidade e diálogo: Compromisso de Amor” e o lema “Cristo é a nossa Paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2:14). A mensagem do Santo Padre aos brasileiros foi apresentada na solenidade de abertura virtual de abertura da CFE, lida na voz do jornalista do VaticanNews, Silvonei Protz.

Na mensagem, o Papa lembra que é tradição há várias décadas a promoção da Campanha da Fraternidade pela Igreja no Brasil. Ele define a campanha como “um auxílio concreto para a vivência deste tempo de preparação para a Páscoa”. No documento, o Papa afirma que, neste ano de 2021, com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”, os fiéis são convidados a «sentar-se a escutar o outro» e, assim, superar os obstáculos de um mundo que é muitas vezes “um mundo surdo”.

Desde 2000, a campanha abordou os seguintes temas: 2000 – “ Dignidade humana e paz” e lema “Novo milênio sem exclusões”; 2005 – “Solidariedade e paz” e lema “Felizes os que promovem a paz”; 2010 – “Economia e Vida” e lema “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”; 2016 – “Casa Comum, nossa responsabilidade” (tratou do meio ambiente e saneamento básico) e lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.