Segundo empresa, possível falta de oxigênio no Amazonas foi avisada

15/06/2021

Por: Otávio Albuquerque

 

 

No dia 16 de julho de 2020, a White Martins, empresa multinacional brasileira que atua no mercado de fabricação de gases industriais e medicinais, enviou uma carta ao governo do Amazonas, ratificando que o estoque de oxigênio destinado pela compania aos hospitais do estado não aguentaria um colapso na saúde pública, como foi o ocorrido em janeiro de 2021.


Petrônio Bastos, gerente executivo da empresa, destacou no documento que os volumes de oxigênio contratados não seriam suficientes para resistir ao consumo que estava sendo praticado. Para ele, ainda, houve a recomendação do acréscimo dos volumes, para que não houvesse o abastecimento sem a cobertura de saldo contratual.


Em dissonância ao documento, Marcellus Campello, ex-secretário de saúde do Amazonas, afirmou que a empresa só avisou ao governo acerca da possível falta de oxigênio no dia 7 de janeiro deste ano, mas que o fornecimento de insumos seria providenciado. Conforme seu relato, a empresa enviaria balsas com abastecimento de oxigênio, sendo a primeira com 52 mil metros cúbicos de oxigênio.


Após a fala do secretário, o senador Eduardo Braga (MDB/AM), revoltado, expôs a carta, reforçando o argumento da empresa de que em determinado momento o oxigênio acabaria nos hospitais amazonenses. O parlamentar salientou também que o consumo de oxigênio aumentava sobremaneira, e que seria uma questão de tempo para que se tornasse escasso na rede de saúde do estado.