Caminhoneiros ameaçam greve se o governo Bolsonaro não baixar o preço dos combustíveis

29/09/2021

Por: Redação do PN

 

A sequência de aumentos no preço do diesel fez a categoria dos caminhoneiros cogitar entrar em greve para forçar o governo a baratear o combustível. Novo reajuste que a Petrobras anunciou, nesta terça-feira (28), será de 8,89% e entrará em vigor nesta quarta-feira (29).

O presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), Plinio Dias diz que o assunto vai ser tratado na próxima reunião das lideranças da categoria, que será realizada no dia 16 de outubro, no Rio de Janeiro. "Tem vários motoristas querendo parar, mas tudo vai depender desse encontro no Rio", afirmou Dias à coluna do UOL.

O valor médio de venda do combustível passará de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, um reajuste médio de R$ 0,25. Segundo a Petrobras, o preço estava estável por 85 dias. "Reajuste é importante para garantir que o mercado siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento", afirmou a empresa. A última alta antes dessa havia sido em 7 de julho passado. A Petrobras não informou reajuste nos preços dos demais combustíveis.

O líder caminhoneiro diz que a solução do problema cabe ao governo federal. "Nossa intenção é que o presidente Bolsonaro e o presidente da Petrobras resolvam isso, pois está nas mãos deles", diz o presidente do CNTRC. Ele não concorda com a argumentação do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido), que costuma repassar a responsabilidade da alta do combustível para os governadores, por causa da cobrança do ICMS.

Assim como várias outras que representam os motoristas de caminhão, a entidade de Plinio Dias não apoiou a mobilização de caminhoneiros convocada no dia 7 de setembro, em apoio ao presidente Bolsonaro. Para ele, o movimento, que criou barricadas em estradas de vários estados, foi obra de profissionais ligados ao agronegócio e não de caminhoneiros autônomos.

Questionado sobre o apoio da categoria ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Plínio disse que “está cada vez mais fraco” e acrescentou: “Muita gente já está com total desinteresse. Subindo combustível, sobe tudo, né? Aquele apoio de 90% da categoria chega agora a entre 20% e 30%”.