Socorro Morais: "A medicina avançou, e Parnamirim não ficou para trás"

05/06/2016

Por: José Pinto Junior
Foto: Tiago Rebolo
A médica ginecologista Socorro Morais tem vinte e dois anos de atuação na especialidade como servidora no município de Parnamirim. Na entrevista ao Conexão Potiguar, dentro do quadro “Conexão Saúde”, a médica fala sobre os avanços tecnológicos na Ginecologia e a respeito de sua trajetória profissional. Além disso, Socorro - que também faz política - comenta sobre o fato de ter assumido a presidência municipal de um partido político (o PMB) e sobre a possibilidade de candidatura futura.
Confira o bate-papo na íntegra:
 
Há quanto tempo a senhora é servidora em Parnamirim?
Estou em Parnamirim há 22 anos. Fiz um concurso público para médica ginecologista em 1994 e estou lá desde então. Iniciei minhas atividades como obstetra na antiga Maternidade Sadi Mendes... Hoje nós temos uma grande maternidade, que é a Divino Amor, mas naquela época em que eu comecei, era uma casinha de parto pequenininha.
 
A Medicina evoluiu muito desde então?
Com certeza. A Medicina avançou, e acho que Parnamirim não ficou para trás. A cidade avançou, e nós conquistamos novos equipamentos sociais. Acho que as mulheres parnamirinenses ganharam muito nesses últimos 22 anos que estou militando na frente de saúde mais voltada para as mulheres. Vivemos um momento complicado, mas eu penso positivo: Parnamirim continua crescendo, continua seguindo em frente.
 
A senhora começou com atuação na área privada. Nos conte um pouco sobre essa história.
Eu fazia residência médica em Recife. E sempre que eu ia para lá, passava por Parnamirim. Por eu ser caicoense de nascimento, eu tenho essa vocação por interior; e eu almejava trabalhar no interior. Neste sentido, a cidade mais próxima de Natal era Parnamirim. Na época, eu comprei uma pequena residência, fiz uma adaptação e lá foi implantado um serviço de prevenção de câncer. Depois, como não havia ginecologista na cidade, foi feito um concurso e eu entrei na Prefeitura de Parnamirim.
 
A senhora também faz política partidária e, inclusive, já foi candidata a vereadora em Parnamirim. Como isso surgiu?
Em 2012, eu fui candidata a vereadora na cidade de Parnamirim pela legenda do partido PCdoB, e foi uma experiência ímpar. Como política é uma coisa inusitada, eu entrei nela mais pelas circunstâncias, pois na época o meu companheiro era muito vinculado a ela – e eu fui. Mas sempre tive essa paixão. Não imaginava que um dia seria candidata, e fui. Foi uma experiência muito rica.
 
A senhora agora preside o PMB (Partido da Mulher Brasileira) no munícipio?
Sim. Tive a alegria de receber essa tarefa de presidir a Comissão Transitória do PMB em Parnamirim. Na verdade, é um partido muito jovem; foi reconhecido pela Justiça em outubro de 2015. Com muita felicidade, fui agraciada com essa tarefa.
 
Qual o seu olhar para a participação da mulher na política no município? Há 18 cadeiras na Câmara, mas apenas 3 são ocupadas por mulher. Há uma contradição na proporção entre representantes e representados, na questão de gênero...
É verdade. Eu sonho que um dia verdadeiramente as mulheres tenham um espaço mais amplo na política. Hoje nós só temos 13% dos cargos eletivos a nível federal ocupados por mulheres, embora sejamos 52% da população geral – somos mais de 100 milhões de mulheres no Brasil.