Liliana Borges

03/07/2021
 
COIMBRA, Andrea Bocelli… 
 
Coimbra é capital do Distrito que leva o mesmo nome, a cerca de 200 km de Lisboa e 124 Km de Porto, considerada a maior cidade da região do centro de Portugal. É sede do Concelho que é subdividido em 18 freguesias com aproximadamente 143.000 habitantes (2011), banhada pelo belo Rio Mondego com sua nascente em território português na Serra da Estrela, o qual mantem todo seu curso em terras lusitanas.
 
Nominada como “Cidade do Conhecimento” ou “Cidade dos Estudantes”, pois é historicamente universitária, onde a Universidade de Coimbra é uma das mais antigas e renomadas da Europa, como também, uma das maiores do país. Sua origem foi em 1290 como Estudo Geral Português por D. Dinis, porém estabelecida primeiramente em Lisboa. Em 2013 foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.
 
A cidade foi capital do país até 1255 e atualmente é um dos grandes centros de referência na educação e cultura. Destaca-se também a indústria nas áreas como a defesa, aeroespacial, telecomunicações, entre outras. E ainda, possui alta tecnologia voltada para à saúde e serviços especializados. 
 
No fim de semana passado tive a oportunidade de visitar esta magnífica cidade e assistir o concerto de Andrea Bocelli, tenor, compositor e produtor musical italiano. Ele nasceu em Lajatico, província de Pisa na região da Toscana, portador de glaucoma congênito que o deixou parcialmente cego e na altura de seus doze anos em uma partida de futebol levou uma pancada na cabeça que se tornou uma pessoa totalmente com deficiência visual.
 
Desde seus seis anos frequentava aulas de piano e mais outros instrumentos musicais, ao longo de sua vida teve uma brilhante carreira com inúmeras premiações reconhecidas mundialmente. Ganhou seu primeiro disco de ouro após sua participação no Festival de San Remo na Itália em 1994 que foi vitorioso com a canção “ll maracalmo della sera”.
 
Entre muitos sucessos na sua carreira, disputou mais uma edição do Festival de San Remo com a canção “Con te partirò” que ficou em quarto lugar em 1995 e no ano seguinte com a soprano inglesa Sarah Brigtman uma versão em dueto de “Con te partirò”, denominada “Time to Say Goodbye” ou, ainda, “Hora de Dizer Adeus” superou os recordes de vendas, ficando entre as dez canções mais tocadas no mundo por volta de seis meses e, por diversas vezes ocupou os primeiros lugares do pódio.
 
Ao longo do show houve participação de convidados e profissionais ligados a música e a dança que contribuíram para a beleza do esplêndido espetáculo como o Maestro Carlo Bernini; soprano Maria Aleida; duo de guitarra Carisma; Orquestra Filarmonia das Beiras; coros: Coro dos Antigos Orfeonistas e Coro Misto da Universidade de Coimbra; Coimbra Vocal; dançarina Brittany O’ Connor e mais a participação especial de Mariza, fadista portuguesa.
 
Emoção a flor da pele, uma viagem na imaginação!
 
 O show me transportou por mais de 20 anos atrás ao Brasil, quando em companhia de bons amigos frequentávamos o estádio de futebol em Natal no Rio Grande do Norte para assistir os jogos, na sequência íamos à Praia da Pipa no litoral do Estado escutando ao som do carro Andrea Bocelli, uma versão remixada de “Con te partirò”. Na vila parávamos os automóveis no meio da rua e dançávamos… 
 
Emoção de ter a certeza que apenas os bons momentos levaremos como recordação por toda vida, independente do lugar que estaremos um dia…
Emoção em acreditar na possibilidade que estamos vivenciando o gostinho do início de pós pandemia por aqui… 
 
Emoção de voltar a apreciar um espetáculo ao ar livre, este especificamente no Estádio Cidade de Coimbra, mesmo mantendo o distanciamento, o uso de máscaras e não poder consumir alimentos e bebidas no recinto…
 
Emoção por milhões de mortes em todo o mundo em decorrência de um vírus que a ciência ainda está em processo de conhecimento, nunca havíamos imaginado que um dia seria possível acontecer coisa igual… 
 
Emoção que senti em vários momentos do concerto quando lembrei de meus amigos, familiares ou conhecidos que partiram para a espiritualidade vitimados pela pandemia…
Emoção de viver neste belo país com saudades de nosso Brasil… 
 
 Emoção, além de tudo isso, visitar a graciosa Coimbra com minha filha e bons amigos que a vida me presenteou…  
 
EMOÇÃO que encheu meus olhos e todos os meus sentidos…