Armando Souza

Músico, Empreendedor Cultural, Produtor musical e diretor da Escola Oficina Livre de Música.

25/04/2024 12h06
 
As rodas de choro e a sua importância na comunidade
 
Neste próximo sábado, 27 de abril, a partir das 10h, a Escola Oficina Livre de Música estará realizando sua segunda roda de choro no bairro de Nova Parnamirim. O evento será realizado na Calçada da escola e será aberto e gratuito para toda comunidade e tem como objetivo comemorar o dia dia nacional do chorinho. Mas, você sabe o que é uma roda de Choro?
 
As rodas de Choro no Brasil são mais do que simples encontros musicais; são verdadeiras celebrações de cultura, tradição e resistência social. Originadas do Rio de Janeiro, berço do choro brasileiro, essas rodas representam uma das formas mais autênticas da expressão da música popular brasileira, considerado oficialmente como patrimônio cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimõnio Histórico e Artistico Nacional-IPHAN.
 
O choro, gênero musical que dá nome a essas reuniões, tem suas raízes fincadas no século XIX, nas ruas e nos salões cariocas. Seu nome, curiosamente, não remete ao choro como expressão de tristeza, mas sim de “choradeira” que, pelos trêmulos dos instrumentos utilizados é produzido uma sonoridade com notas rápidas, frenéticas  e ornamentação que caracteriza a melodia.
 
O ambiente de uma roda de choro é único. Músicos de diferentes idades e níveis de habilidade se reúnem para tocar seus instrumentos, que tradicionalmente incluem o violão de 7 cordas, o pandeiro, o cavaquinho, o bandolim e/ou outros instrumentos de sopro como solista. O repertório é vasto e diversificado, composto por clássicos do choro e composições contemporâneas que mantém viva a essência desse estilo musical rico e vivo.
 
Além da música, as rodas de choro são espaços de convívio, troca cultural e manisfestação político social. É, sobretudo, um espaço pedagógico onde os músicos mais experientes compartilham seus conhecimentos com os mais jovens, e onde os amantes da música podem mergulhar em um universo de improvisação, virtuosismo e emoção.
 
Ao longo dos anos, as rodas de choro expandiram suas fronteiras, alcançando diversos Estados brasileiros e até mesmo outros países. Essa expansão natural ocorrida ao longo do tempo, não apenas difunde a cultura brasileira pelo mundo, mas também enriquce o próprio choro, que, por conseguinte, absorve novas influências e se reinventa constantemente.
 
Assim, as rodas de choro no Brasil fortalecem as ligações entre o passado e o presente, entre gerações e culturas que mantém viva a chama desse gênero musical tão singular e apaixonante.
 
No Rio Grande do Norte, vem surgindo diversos movimentos em prol da difusão e expansão de rodas de choro. Em Natal, temos o Choro do Caçuá e Roda de Choro da UFRN, em Mossoró: o Choro Didático dos professores da UERN, em Caicó, temos “Os chorões do Seridó”. Em Parnamirim, a escola Oficina Livre de Música é a grande incentivadora na formação de Rodas de Choro, além de oferecer práticas dos instrumentos utilizados nessas rodas.
 
AGENDA CULTURAL POTIGUAR NOTÍCIAS
 
26/04 – 19h - GUSTAVO CONCENTINO - SANTIAGO’S BAR;
26/04 – 20h – RILLIAN COSTA – ECCO VILLE FOOD PARK;
26/04 – 20h – MAD DOGS – CERVEJARIA RESISTÊNCIA;
26/04 – 21h – EM NOME DE GAL – BARDALLO´S
27/04  -10h – RODA DE CHORO – OFICINA LIVRE DE MÚSICA;
27/04 – 19h – BLUE MONTAIN – SEMPRE ROCK BAR
27/04 – 19h – ANA TOMAZ – CARRANCAS/PIUM;
28/04 – 19h – GINGA CHORO – CARRANCAS/PIUM;
29/04 – 20h – SAMBA DO VAGABUNDO – ROCAS;
 
 
TEXTO: ARMANDO SOUZA
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