Wellington Duarte
Professor, economista, Cientista Politica, comunista, headbanger, flamenguista, americano e apreciador de Jack Daniels
26/02/2025 09h41
Carnaval 2025, eleições de 2026: que comecem as bacanálias!
Estamos a poucos dias para a folia de Momo, momento em que a maioria da população brasileira e durante pelo menos uma semana, nos entregaremos a esbórnia ou, num sentido mais “civilizado”, à “alegria prazerosa”.
Mas o mundo não para e é evidente que os convescotes políticos, na surdina ou nas casas de praia da nossa elite grotesca, se farão presente, afinal as eleições de 2026 estão dando o tom das movimentações políticas.
Como a política do RN, desde a fundação da república, nos idos de 1889, se movimento pelos interesses das famílias, principalmente no interior; nos grupos de interesse, que basicamente buscam a ocupação dos cargos, e favores, no setor público; e na grande legião de “caçadores de votos”, que sobrevivem das eleições e isso inclui uma variada gama de trabalhadores e trabalhadoras.
Então, qual a novidade? Para mim, nenhuma relevante. A direita conservadora, que sempre foi oportunista, se balança para os que podem lhes garantir participação no espólio público e, nesse caso, a relação com a governadora Fátima Bezerra, mais do que com o governo, fica sujeito aos ventos da política.
O senador Rogério Marinho, um dos políticos mais ressentidos da história do RN, se move para montar um grande bloco de apoio e se movimento entre um grotesco discurso bolsonarista-fascista e a velha forma de fazer política, cooptando apoios em troca de promessas. Depois de tanto pelejar, o senador parece ter se firmado como um cacique “de posses” e alçou à liderança. E é uma liderança agressiva.
Mas 2026, que ainda receberá os “ventos de 2022”, formatará o futuro político da nossa representação. No âmbito federal, a bancada de deputados federais do RN é uma lástima completa, de qualidade pobre e basicamente dominada pelo reacionarismo, hora ideológico, hora oportunista. Com raras exceções, eu me arrisco a dizer, apenas uma exceção, a representação potiguar na Câmara de Deputados precisa ser renovada, se possível som a saída dessa figuras opacas que lá estão hoje.
E a eleição para a Assembleia Legislativa como sempre é um desafio para o estômago dos mais sensíveis. Num sistema de votação que é, na prática, distrital e onde o dinheiro aparece quase que como mágica, a força do “voto pragmático” prepondera amplamente, principalmente nos grandes bolsões rurais, mas também dentro dos maiores centros urbanos (Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante), onde segmentos da população tem se inclinado a votar em verdadeiras aberrações políticas e quando não faz isso, prefere o conforto do “voto de sempre”, e “sempre” vota-se em representações conservadoras e reacionárias.
E no campo da “esquerda”, além dos “blocos progressistas”, que animam os setores médios, as discussões devem estar acontecendo, mas pouco se vê ou se sabe, o que é um movimento que pode indicar a construção de um frente forte e animada para 2026, ou apenas um vazio da esquerda ausente.
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