Videoperformance Pedra Flor traz tema da violência infantil e ressignificação

25/02/2021


 
 
Num experimento criativo de cineteatro virtual, o filme está desde domingo 21/02 em fase de experimentação com um grupo e será lançada a sua versão final aberta ao público neste domingo, 28/ as 19h.
 
O filme une performance e cinema, em plano sequência, para falar sobre a violência infantil e a superação através das memórias criativas! 
 
A performance Pedra Flor foi criada por  Rousi Flor de Caeté a partir de questionamentos sobre o próprio corpo de mulher não branca que, em sua experiência, foi alvo de violência desde a infância.
 
A ideia do plano sequência foi acolhida por Renata Pyrrho que fez a consultoria em  fases do projeto, com captação e edição de Davi Selton e Maiakoviski Pinheiro (Nobir Produtora) e finalização de Rousi Flor de Caeté.
 
Conta a história de uma menina-mulher que ressignifica memórias de violência infantil através da brincadeira, do sonho, do contato com a ancestralidade e da arte.
 
Através do acesso às memórias do que é essencial, ressignificadas com o corpo em cena, na relação com o público, diálogos com amigos, artistas e na intersecção entre as linguagens, a artista construiu o roteiro com espaço para improvisações.
 
Desta vez, com recursos da Lei Aldir Blanc, propõe uma fusão entre a performance e o cinema, numa videoperformance com quatro planos sequência, totalizando quase 60 minutos de cena sob o olhar de uma câmera (Maiakoviski Pinheiro) que simula o espectador presencial.
 
O processo criativo, que iniciou em 2015, teve sua primeira apresentação ao público em 2018 e iniciou com uma pluralidade de expressões, culminando em uma busca por pertencimento e origem, o que levou a artista a revisitar a infância, que traz também a cosmovisão afroameríndea.
 
Com o questionamento constante sobre os significados que envolvem a experiência do corpo não branco, que transita "entre" os espaços e traz em sua constituição um passado ancestral a ser resgatado, a performance traz músicas autorais, domínio público e caminha entre as linguagens da dança, percussão, música, performance e poesia, além de cenas e textos inspirados em vivências pessoais e experimentos com o público durante o período que antecede as gravações e durante todo o processo de exibição.
 
A pré estreia aconteceu no domingo 21 e o filme será lançado em modo público  no dia 28.
 
Com sessões sempre as 19h o experimento simulou uma sala de teatro virtual com o vídeo disponível apenas para os visitantes. O intuito da artista era perceber como um determinado público alvo se relacionaria  com a obra a partir da proximidade e do diálogo. 
 
Estará disponível no domingo, as 19h, na bio do Instagram  @rousi.flordecaete e @pedraflor.performance.
 
Acesso gratuito!