Mulher na Polícia: "além de competência, atua na liderança"

08/03/2022

Por: Erta Souza
Foto: Reprodução

 

Dos 1.293 policiais civis do Rio Grande do Norte, apenas 278 são mulheres. Desse total, 169 são agentes, 81 escrivães e 28 delegadas. Apesar do quantitativo feminino ser bem inferior ao masculino, o preconceito contra as mulheres na Polícia Civil diminuiu, significativamente, nos últimos anos.

Segundo a presidente do Sindicato dos Policias Civis do RN (Sinpol), Edilza Faustino, atualmente o preconceito contra as policiais diminuiu, mas nem sempre foi assim. “Antes enfrentávamos preconceito quanto ao gênero, tanto entre os policiais, que nos achavam frágeis, quanto com a população que achava que não éramos capazes de participar de ocorrências, diligências e operações”, disse Edilza.

Hoje, de acordo com Edilza, as mulheres que entram na Polícia Civil conquistaram seu espaço e demonstram que são capazes de enfrentar o dia a dia de igual para igual com os homens e não há mais a dificuldade que sentíamos inicialmente. “Inclusive a delegada geral do RN é uma mulher, o Sinpol tem uma presidente, assim como as Associações dos Escrivães e Delegados que têm mulheres na presidência também. Ou seja, isso mostra que além de competência, a mulher tem atuado na liderança”, ressalta a presidente do Sinpol.