Ronaldinho e irmão presos no Paraguai algemados, acusados de narcotráfico

07/03/2020


 
Presos em Assunção, no Paraguai, Ronaldinho Gaúcho e seu irmão e empresário, Roberto de Assis, passaram a noite de sexta para sábado em uma cela comum bem calorenta.
 
Lives, conteúdos originais e o melhor da programação da ESPN! Inscreva-se no nosso canal do YouTube, ative as notificações e não perca nenhum vídeo!
 
A temperatura era de cerca de 35 ºC, e a única mordomia concedida foi um ventilador usado para refrescar a dupla. Fora isto, nada mais.
 
Eles ficaram no Grupo Especializado da Polícia Nacional, uma prisão considerada como de segurança máxima. Lá, Ronaldinho Gaúcho e Assis tinham como companhia presos acusados, entre outras coisas, de envolvimento com narcotráfico, políticos e homicídios, apurou o ESPN.com.br.
 
O ex-jogador de Grêmio, Barcelona, Milan, Atlético-MG e outros clubes e seu irmão deixaram o local na manhã deste sábado.
 
Eles foram levados por agentes da polícia local para o Palácio de Justiça de Assunção, no qual chegaram algemados. No local, tinham uma audiência com a juíza Clara Ruiz Diaz, que determinará se eles continuarão presos ou não pelo uso de documentos falsos.
 
A dupla pode seguir detida ou pagar um valor de fiança fixado pela juíza e responder ao processo em liberdade.
 
"Aqui no Paraguai, infelizmente, há muito culto às celebridades. Não é como no Brasil, no Chile, em que juízes tomam medidas contra quem for", afirmou uma fonte ouvida pela reportagem.
 
Entenda o caso
 
Ronaldinho e Assis desembarcaram em Assunção na quarta-feira para participarem de um evento. Os dois foram pegos com documentos aduterados no país e passaram a ser investigados.
 
Os passaportes haviam sido expedidos em nome de outras duas pessoas e, postoriormente, adulterados.
 
Além disso, a promotoria acusou outras três pessoas: o empresário Wilmondes Sousa Lira, apontado pela defesa do ex-atleta como responsável pelos documentos falsos, e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, que foram as paraguaias que constavam nos documentos expedidos.
 
Na quinta-feira, o fiscal Federico Delfino afirmou que Ronaldinho Gaúcho e Assis não seriam presos por entrarem com documentos falsos no Paraguai, tendo apenas que pagarem uma "multa social".
 
Mas o juiz responsável pelo caso tomou uma decisão totalmente contrária.

Fonte: Antônio Strini / ESPN