Rio de Janeiro: Alerj aprova abertura do processo de impeachment de Witzel

24/09/2020


Foto: O governador afastado do Rio, Wilson Witzel Mauro Pimentel/AFP
 
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, por 69 votos a zero, a abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade contra o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC) na noite desta quarta-feira, 23. Ele já estava afastado do governo por decisão monocrática do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que posteriormente foi confirmada pelo colegiado do tribunal.
 
Agora, o relatório e o resultado serão encaminhados ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que irá criar o chamado Tribunal Processante, com cinco deputados, cinco desembargadores sorteados e mais o presidente do TJRJ, Cláudio de Mello Tavares, que presidirá o julgamento. O desembargador-presidente só votará em caso de empate. Será este grupo que determinará ou não a cassação definitiva de Witzel. O governador afastado terá, então, um período de até 120 dias para ser julgado pelo fórum misto, de acordo com o prazo definido pelo tribunal.
 
O relator do processo de impeachment contra o governador afastado na Alerj é o deputado Rodrigo Bacellar (SD). Ele deu parecer favorável ao procedimento na casa legislativa. Posto em votação na comissão que analisava o impeachment, o documento foi aprovado por 24 votos a zero pelos integrantes do grupo.
 
Saiba logo no início da manhã as notícias mais importantes sobre a pandemia do coronavirus e seus desdobramentos. Inscreva-se aqui para receber a nossa newsletter
Witzel é suspeito de participar de um esquema envolvendo desvio de verbas da Secretaria de Saúde do Rio. O governador afastado pelo STJ nega as irregularidades.
 
A sessão da Alerj hoje foi majoritariamente composta por discursos contrários ao governador afastado: 28 deputados estaduais de 13 partidos inscritos falaram em desfavor do mandatário afastado.
 
“Witzel prometeu mirar na cabecinha; acabou alvejado”, disse a deputada oposicionista Mônica Francisco (PSOL). “Ele entra para a história deixando a marca da corrupção”, declarou a deputada Rosane Félix (PSD).