Sesap recomenda que municípios fiquem atentos à taxa de transmissão da Covid-19

26/09/2020


 
A atenção com a taxa de transmissibilidade é essencial para manter a contenção da pandemia do novo coronavírus no Rio Grande do Norte. A mensagem de alerta foi destacada pela subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), Lyane Ramalho, durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira (25).
 
O índice R(t), que determina o potencial de propagação do vírus, está em 0,92 para o RN como um todo, segundo os dados do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Lembramos que o ponto de corte para que se tenha maior atenção é de 1,03, e esse índice pode oscilar, pois quanto mais relaxamos as medidas de proteção em um determinado local, mais alto fica o índice”, disse a subsecretária.
 
Estão com o índice acima de 1 as regiões do Mato Grande (1,31), Seridó (1,02), Potengi/Trairi (1,15) e Região Metropolitana (1,07). A Região Oeste está com taxa de transmissibilidade em 1,0, o Vale do Açu com 0,99, Alto Oeste em 0,89 e Agreste com 0,85.
 
“É importante que os gestores, que têm responsabilidade sanitária, dos municípios com índice acima de 1,3 desencadeiem medidas de suas vigilâncias sanitárias locais para que mantenham a pandemia sob controle”, completou Ramalho.
 
Em relação aos números de casos, os dados epidemiológicos apresentados apontam um total de 68.330 casos confirmados, 34.358 suspeitos e 137.778 descartados. O total de óbitos está em 2.368, sendo que nenhum ocorreu nas últimas 24 horas; 312 óbitos continuam em investigação.
 
Sobre a taxa de ocupação de leitos, o RN está com 40% dos leitos públicos de UTI Covid ocupados, o que significa que dos 255 leitos críticos cadastrados no Regula RN, 102 estão com pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19.
 
Os percentuais de ocupação de leitos por região são os seguintes: 36% na Região Metropolitana, 31% no Seridó, 27% na região do Potengi/Trairi. O Alto Oeste está com 60% de taxa de ocupação de leitos e o Oeste potiguar com taxa de 54%. As regiões Agreste e do Mato Grande permanecem com taxa de ocupação zerada.