"Governo Bolsonaro não queria que existisse auxílio", diz Natália Bonavides

14/04/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

Em entrevista ao Jornal Potiguar Notícias, apresentado pelo jornalista Pinto Júnior, a Deputada Federal, Natália Bonavides (PT) esclareceu sobre os temas referentes ao auxílio emergencial, como está sendo o trabalho de parlamentar e a PEC Emergencial.

A deputada federal Natália Bonavides (PT) é a parlamentar mais produtiva da bancada de deputados federais do Rio Grande do Norte. Entre projetos de lei, projetos de decretos legislativos e requerimentos, a parlamentar já apresentou 132 propostas no primeiro semestre de 2020, entre elas subscreveu, juntamente à bancada do PT e outros parlamentares, projetos de lei voltados para: setor cultural, proteção dos povos indígenas e das mulheres em situação de violência doméstica no período da pandemia do novo Coronavírus.

Sobre seu trabalho desenvolvido Bonavides declarou: “Tem sido muito difícil durante esse tempo de pandemia. Ainda tenho ido a Brasília ocasionalmente, quando tenho um projeto ao qual tenho uma responsabilidade maior, como o de conduzir a bancada por exemplo. Mas o que faz mais falta são as caravanas, que é quando a gente podia rodar o estado do Rio Grande do Norte, reunindo gente em praças, sindicatos e teatros para fazer aqueles debates que nosso mandato tanto prezava”.

Em relação ao Auxílio Emergencial, que em 2021 deve contemplar cerca de 40 milhões de pessoas, terá quatro parcelas - que vão ser pagas de abril até agosto - e será limitado a uma pessoa por família. Os valores são de R$ 150 (para pessoas que moram só), R$ 250 (para famílias de duas ou mais pessoas) e R$ 375 (para mães chefes de família monoparental).

A deputada esclareceu: “A história desse auxílio sempre foi conturbada. No ano passado quando a pandemia começou, o Governo Bolsonaro não queria que existisse auxílio. Depois de muita pressão, porque todo mundo viu quais seriam os impactos da pandemia em uma economia que já não ia bem, o governo começou a falar de R$ 200. E essa luta lá no congresso foi o que permitiu, com muita pressão da oposição, que o valor aumentasse para R$ 600 a R$ 1.200. Nunca era pro auxílio ter, primeiro reduzido de valor e depois acabado”.

Entrando no assunto da PEC Emergencial que é foi a manobra encontrada para pagar o auxílio emergencial, retirando recursos da saúde e da educação, além de reduzir e congelar os salários dos servidores públicos, Natália Bonavides afirmou “O congresso aprovou, e eu não votei a favor disso, recentemente a PEC Emergencial que na verdade deveria ser chamada de PEC da Fome, porque restringiu o valor do auxílio emergencial. Mais de 20 milhões de pessoas não vão mais receber o auxílio e as que vão receber terão um valor mais baixo no momento em que está tudo caro”.

 

Para saber mais veja a entrevista na íntegra: https://youtu.be/nUcSao_hYCI