Evandro Borges

25/03/2019
 
Escola Democrática
 
Desde a onda conservadora com a ascensão do Presidente Michel Temer que se vêm tentando colocar na ordem do dia propostas neoliberais e de redução de direitos sociais, mas, também, uma pauta que não contempla as necessidades do desenvolvimento sustentável, que promova o crescimento de conhecimentos e saberes, principalmente para a juventude na faixa escolar.
 
A constituição brasileira assegura uma educação aberta, plural e democrática, em conformidade com os princípios republicanos e de acordo com a nossa diversidade cultural de origem, formadora do povo brasileiro, como explicitou Darcy Ribeiro na sua obra sobre a formação do povo brasileiro, e como deve ser em face às diferenças regionais, portanto, a pluralidade deve pontuar na educação.
 
A educação deve ser crítica, criando as possibilidades dos educandos fazerem avaliações, tornarem-se capazes de elaborar, aprender interpretar, comparar, e discernir para fazer escolhas, portanto, democrática, ao contrário de uma proposta intitulada de “Escola sem partido”, fechada, tecnicista, voltada apenas para o mercado, a fim de preparar a força de trabalho, a maioria das vezes barata, chegando  as raias do adestramento.
 
A educação pode ser pública, privada, confessional, cooperativista, corporativa, de profissionalização, mas todas devem ser de qualidade, em condições de Escolas com prédios físicos adequados, professores com capacitação profissional permanente e bem remunerados, com carreira com previsão de promoção e progressão, com política pedagógica definida pela comunidade escolar.
 
Aos professores cabe a liberdade de ensinar, de divulgar a pesquisa e o pensamento, conforme está estabelecido na Constituição da República, interagindo com os educandos, com a comunidade escolar, sem grilhões, sem mordaças, sem o tacão do autoritarismo, uma Escola que seja uma profusão de conhecimentos, esteio da ciência sem descurar da espiritualidade.
 
No Estado uma iniciativa do Deputado Estadual Francisco do PT que é professor, articulado com uma serie de instituições, sindicais e dos movimentos sociais e populares, construiu uma propositura sobre a liberdade expressão, de opinião e de pensamentos no ambiente escolar das redes publica e privada de ensino do Rio Grande do Norte, devendo ter a atenção da sociedade e da cidadania.
 
O desenvolvimento sustentável, inclusivo e cidadão, será formador de pessoas humanas preparadas, principalmente para as sociedades de economia aberta, como a brasileira, com uma educação que seja capaz de assegurar a pluralidade de pensamento, a fim de dar um salto para frente, um Brasil que inclua a sua população dentro de toda a diversidade cultural e respeitosa com as diferenças, ensejando o acompanhamento da tramitação do Projeto de Lei de iniciativa do Deputado Estadual Francisco do PT.