Evandro Borges

31/07/2020
 
 
A capacidade para a ponderação e diálogo do próximo gestor
 
 
 
Em uma sociedade democrática e plural é preciso um gestor com uma marca de ponderação e capacidade de diálogo, escute as várias dimensões, que seja experimentado, que não se coloque apenas no seu lado, de forma individual ou partidária, mas que consiga ir a frente, forme coalizões e consórcios, interagindo com todos os segmentos, classes sociais, instituições e corporações dentro da complexidade dos desafios.
 
Em Natal os desafios estão na ordem do dia, fortalecer o turismo e todos os segmentos da cadeia produtiva com um bom planejamento municipal articulado com a Região Metropolitana e polos turísticos do Estado, afinal, Natal contínua sendo a porta de entrada, que se der ênfase as belezas naturais e ao lazer, como também, a História, a cultura, a gastronomia e as nossas especificidades.
 
Falta um Plano de Desenvolvimento Sustentável da Região Metropolitana e em decorrência os projetos, que envolvam os Municípios e o Governo do Estado, instituições para participarem não faltam, e o que está ausente é um gestor com capacidade de liderar, que realize a concertação, e não fique pensando apenas na próxima eleição com o intuito de maquiar sem fazer o enfrentamento dos desafios.
 
Um dos exemplos de má condução consiste no Plano Diretor em elaboração, que não consegue chegar a Câmara Municipal, claramente representado por poucos segmentos, notadamente da construção civil e imobiliário, quando a sociedade espera um Plano com capacidade desenvolvimentista em todas as dimensões e que proporcione para os munícipes qualidade de vida com inclusão social e dignidade humana.
 
As questões trabalhistas da administração com servidores, professores e das relações com o serviço público de transporte com os motoristas precisa aproveitar a data base e promover a negociação, e não fugir das mesas para buscar soluções, tornando as relações de trabalho uma “briga de gato e rato”, não pode ser dado esta espécie de tratamento. Ao novo gestor cabe com paciência e ponderação efetuar o diálogo de forma transparente, pois interessa a toda sociedade.
 
O eixo do patrimônio histórico Cidade Alta e Ribeira precisa do envolvimento de muitos setores, podendo ser ressaltados, o comercio, a cultura, urbanistas, segurança, mobilidade e a cidadania para a valorização adequada geradora de vivências, saberes, conhecimento, oportunidades e trabalho. E neste contexto, o Alecrim merece uma proposta com diferencial, que não pode ser surpreendida com um projeto de gabinete fechado contratado a uma empresa, devendo ser levado em conta a informalidade, uma vez que cada vez mais, o exacerbado neoliberalismo empurra a população para esta condição.
 
Moradia, saneamento em todos os seus componentes, mobilidade incluindo portos e o aeroporto, comércio, serviços, educação, saúde, vulnerabilidades sociais, as praias urbanas, o equilíbrio de todas as regiões e ambientais, formam um corolário que aponta todo este contexto para a escolha de um gestor capaz, agregador, com o perfil na capacidade do diálogo e afeito a tolerância e a liderança com bases democráticas.