Evandro Borges

25/06/2021
 
A necessidade de produtos orgânicos
 
As gondolas de supermercados que se presem já contam com produtos orgânicos, quase todos da indústria de alimentação certificados por auditoria. Há uma fatia de consumidores no mercado procurando consumir produtos de melhor qualidade, que não contenha venenos e não provoquem ou acelerem doenças crônicas. Em face dos preços praticados para a maioria dos segmentos sociais os produtos alimentícios com esta qualificação, ainda estão quase proibitivos.
 
Há doenças da contemporaneidade que se pode dizer que são quase pandêmicas, principalmente tais como: diabetes, hipertensão e câncer. Para estas doenças mal tratadas e sem acompanhamento clínico, acarreta outros males, atingindo os órgãos nobres, principalmente, rins, pâncreas e fígado, conduzindo as pessoas de diversas idades a uma situação de precariedade e passíveis de morte prematuras.
 
O apelo para alimentação está em toda parte, refrigerantes, sanduíches, sorvetes e doces, massas de todo tipo, a prática exagerada do consumo de bebidas alcoólicas, conduzindo muitas vezes a obesidade e a falta de exercícios regulares, baixando a imunidade, deixando as pessoas suscetíveis às doenças crônicas, infectocontagiosas e outros males.
 
O convencimento do padrão de consumo alimentício tem sido um processo lento, mesmo com a velocidade das informações, principalmente pelas mídias sociais que estão acessíveis, aos poucos começa a se consolidar que se alimentar bem não consiste em comer muito e de forma desregrada, afinal, o campo das ciências da saúde tem avançado inclusive a área da nutrição humana.
 
A alimentação orgânica desejada como ideal e correspondendo a uma nova mudança de atitude, provocam também, alterações na linha de produção industrial, no campo, no comércio e nos serviços, incluindo na ordem dia a preservação ao meio ambiente e dos ecossistemas, ensejando assim uma alteração na economia profunda, que exigira dos produtores, empreendedores, e do Estado nova políticas e programas públicos.
 
As dimensões da produção tais como: a forma e quem está envolvido na produção, o localidade e os mecanismos utilizados, o rastreamento da relação produtiva passam agora, a importar, e lógico o preço praticado ainda vai interessar, para a nova concepção que já chegou, que vem se instalando, como rigor para o bem viver e a vida alongada possível da jornada humana.
 
A produção em escala, mesmo que se obtenham baixos preços, de produtos agrícolas, pecuários e industriais para alimentação humana, trabalhados de forma irresponsável, sem as mínimas condições de respeito ao meio ambiente, produzidos a base de herbicidas e alterados na sua genética, perderão em um lapso de tempo breve a capacidade de vendas nos mercados.
 
A produção orgânica tem ainda um longo caminho a percorrer, precisa em muito de marcos regulatórios em todos os entes federativos e dos organismos das nações unidas, mas, com a presente pandemia que já matou milhares de seres humanos, este futuro não está muito distante, pois, as mudanças na esfera globalizada são rápidas, e quem se prepara melhor sai na frente, principalmente para o Brasil que é um dos celeiros alimentares da casa comum.