Wellington Duarte

21/05/2022

 

Eletrobrás privatizada e “homeschooling” aprovada na Câmara: vitória dos chucros e entreguistas

 

Enquanto a PATÉTICA imprensa corporativa braZileira se importava com o preço do vinho que seria servido com o casamento de Lula e olhava para as histrionices do lazarento que é presidente da república, que vive num delírio permanente contra o TSE e o ministro do STF, Alexandre de Morais, dois graves crises eram cometidas nesse país: a privatização da Eletrobrás e a provação na Câmara de Deputados, do famigerado homeschooling.

A aprovação, por 7 votos contra 1, no Tribunal de Contas da União (TCU), um órgão assessório à Câmara de Deputados, que alçou o “estrelato”, quando convalidou o vergonhoso golpe de 2016 contra a então presidenta Dilma Rousseff. Dos 8 ministros que votaram na sessão, somente Vital do Rêgo foi contra. O ministro chegou a pedir a suspensão do processo até o tribunal concluir uma fiscalização sobre dívidas judiciais da companhia, que poderiam causar uma subavaliação da estatal. Os ministros negaram o pedido de suspensão, também por 7 a 1.

E a privatização da Eletrobrás não se remete apenas ao preço da conta de energia que chega aos domicílios. Essa é a ponta do iceberg, mais pública. Trata-se de uma criminosa destruição do sistema de energia elétrica de toda a nação, algo que nenhum país mais civilizado do mundo faria. Para se ter uma ideia da importância do sistema elétrico para um país, nos EUA, berço do capitalismo, a segurança das usinas hidrelétricas é feita pelas forças de segurança nacionais daquele país.

A Eletrobrás é muito mais do que uma “empresa estatal” e na realidade ela é uma empresa de capital aberto, sendo de economia mista, portanto tem sim a participação do capital privado. Na realidade a Eletrobrás é um sistema que compreende as subsidiárias Eletrobras CGT Eletrosul, Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Eletronuclear e Eletrobras Furnas. Além de, em nome do governo brasileiro, controlar metade do capital de Itaipu Binacional.

Ela tem a capacidade geradora equivalente a cerca de 1/3 do total da capacidade instalada do país e detém aproximadamente metade do total de linhas de transmissão do país em sua rede básica, em alta tensão. Seus investimento, entre 2018 e esse anos, ultrapassam os R$ 19 bilhões.

Essa tentativa, criminosa, iniciada em 2021 (maio) foi feita via Medida Provisória, para impedir evidentemente que se fizesse uma grande discussão acerca da queima de um ativo estratégico, e a Câmara de Deputados, por ​​ ​​258 votos a favor e 136 contra, e no Senado foi aprovada por 42 votos contra 37.

Chama a atenção de que desde o governo Temer, a privatização da Eletrobrás está na mira desses abutres e em 2019 o governo do Mandrião tentou passar essa privatiza através de Projeto de Lei (PL 5877/19), que não foi adiante. Bolsonaro e sua horda de hunos liberais tem pressa e já aponta para a conclusão desse processo criminoso em junho próximo.

Já o “homeschooling”, uma aberração com todas as deformações que os imbecis fascistas, apoiados por um segmento da sociedade que é movida pela ignorância e pelo ódio de classe, claramente exposto nesse projeto bestial e atentatório à civilidade, foi aprovado nessa semana (18), por 264 votos a favor e 144 contra, com 2 abstenções, e segue para o Senado. Ressalte-se que mais de 400 entidades ligadas à esfera da Educação já se manifestaram contra esse crime contra o povo, principalmente o mais pobre, excluído desse processo, que dá aos “letrados”, a possibilidade de doutrinar seus rebentos.

No caso do Rio Grande do Norte, 4 deputados votaram a favor dessa aberração: Girão, Carla, João Maia e Beto Rosado; 3 votaram contra: Natália, Rafael, Benes: e Walter Alves, espertamente não votou.

O país dos chucros, ignorantes e cúmplices da rapinagem, venceu mais esta. Mas vai ter troco.