Andrezza Tavares

24/05/2020

   

 

 

Cybelle Dutra da Silva

Andrezza Tavares

 

    O Brasil e o mundo estão vivendo a pandemia do COVID-19, provocada pelo coronavírus, que é de fácil e expansiva propagação. Com o intuito de conter a disseminação desse vírus, autoridades sanitárias adotaram o isolamento social, como estratégia fundamental para a prevenção. Diante disso, os universitários de medicina passaram a se deparar com a necessidade de múltiplas adaptações ao novo contexto e às exigências advindas da nova realidade. Este texto vinculado ao jornal Potiguar Notícias por meio da coluna “Educação com Andrezza Tavares” apresenta reflexões da acadêmica de Medicina Cybelle Dutra da Silvado, estudante da UFRN, sobre o enfrentamento da Pandemia do COVID-19.

     Para Cybelle Dutra, a quebra da rotina de estudos, estágios, provas, participação em projetos em função do isolamento social obrigatório está diretamente relacionada ao aparecimento de sintomas psicológicos, como estresse e ansiedade, que se tornam mais expressivos quanto maior for a sua duração. Com isso, a pessoa fica mais suscetível a ansiedade e estress devido à mudança da rotina, à diminuição do contato humano e ao medo em relação às incertezas do futuro.

    Segundo estudiosos do campo da saúde mental, como Brooks (2020), dentre os fatores causadores de estresse, destacam-se a duração da quarentena, o medo de ser infectado, associado ao medo do adoecimento, da transmissão para pessoas próximas, frustração e tédio decorrentes da quebra da rotina do afastamento social e excesso de informações, muitas vezes não confiáveis ou distorcidas da realidade.

   O acadêmico de medicina tem ainda a responsabilidade nesse contexto real de medo, de afirmar o compromisso com a vida da população.  A nossa atuação, como estudantes tem se destinado a apoiar as medidas de prevenção, combater e orientar sobre as orientações preconizadas pelo Ministério da Saúde.  Compartilhamos com os médicos já formados a responsabilidade e o compromisso social de melhorar a comunidade a qual estamos inseridos. Neste momento, as tecnologias de informação e comunicação vêm contribuindo para o diálogo sobre a pandemia do Covid-19. Dessa maneira, os estudantes de medicina da UFRN também têm prestado apoio àqueles que se encontram sozinhos ou que se sentem sem acesso às informações adequadas.

      Conter a Pandemia do Coronavírus com atitudes corretas, impedindo o crescimento do número de afetados, mortes e perdas é missão de todos os cidadãos do mundo, inclusive dos estudantes de medicina. Portanto, estamos juntos nesta batalha. “Protejam-se. Cuidem uns dos outros”. 

 

Nota: Esta Coluna publicada no Portal de Jornalismo Potiguar Notícias integra o repertório de publicações do Projeto pluri-institucional intitulado “Diálogos sobre Capital Cultural e Práxis do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) - IV EDIÇÃO”. O Projeto, vinculado á Diretoria de Extensão (DIREX) do campus IFRN Natal Central e ao Programa de Pós-Graduação Acadêmica em Educação Profissional PPGEP do IFRN, articula práxis do campo epistêmico da Educação a partir de atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e internacionalização com o campo da comunicação social a partir da dinâmica de produções jornalísticas por meio de diversos canais de diálogo social como: portal de jornal eletrônico, TV web, TV aberta, rádio e redes sociais. O objetivo do referido Projeto de Extensão do IFRN é socializar ideias e práxis colaboradoras da educação de qualidade social, de desenvolvimento humano e social por meio da veiculação de notícias em dispositivos de amplo alcance e difusão de comunicação social. Para mais informações sobre o Projeto contacte a coordenadora: andrezza.tavares@ifrn.edu.br.